As 10 linguagens de programação mais estranhas ainda usadas em 2022

Linguagens de programação como C#, JavaScript e Ruby são sinônimos de desenvolvimento de software, mas, na verdade, elas só representam uma parcela mínima dos tipos de códigos que existem no mundo dos computadores, com novos exemplos aparecendo frequentemente — mesmo que, muitas vezes, acabem não sendo adotados pelo mercado.

É óbvio que existem linguagens menos famosas do que outras, assim como em qualquer outro tipo de mercado que tem uma grande variedade de fornecedores para um mesmo produto. Mas o que acaba passando despercebido é que além dos códigos não tão conhecidos, também existem os diferentes, únicos, e até mesmo estranhos.

Esses códigos estranhos são conhecidos como linguagens de programação esotéricas, e são verdadeiros exercícios em como tentar buscar o limite da compreensão e interpretação da lógica por computadores, a partir de sintaxes que são confusas e muitas vezes indecifráveis por qualquer pessoa que não seja o programar responsável pela criação da aplicação.

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O site Analytics Insight preparou uma lista com os 10 exemplos mais bizarros desse tipo de linguagem de programação, que compartilhamos a seguir. Confira:

LOLCODE

Um programa simples escrito em LOLCODE. (Imagem: Reprodução/HongKiat)

Quem estava na internet no começo dos anos 2000 deve lembrar do “lol”, sigla em inglês para “rindo alto” que acabou virando uma das gírias virtuais mais usadas naquele começo da rede mundial de computadores.

O LOLCODE, em uma homenagem a essa comunicação mais “raiz” da internet, por assim dizer, é uma linguagem de programação que em vez de classes e vetores, utiliza siglas muito utilizadas há alguns anos para criação de softwares.

Além do “lol”, siglas e abreviações como “btw” e “kthxbye” tem utilidade na programação do LOLCODE, assim como expressões famosas de internet como “kthxbye”. É estranho, mas não deixa de ser divertido.

Rockstar

A lógica de programação não muda entre as linguagens, mas a forma que ela deve ser escrita sim. No caso do Rockstar, o código de softwares criados com ele ficam parecendo letras de músicas de heavy metal.

É um conceito bem diferente, mas também curioso, com revistas internacionais de música criando artigos sobre a linguagem de programação – mostrando que com criatividade, é possível despertar interesse de bolhas completamente diferentes.

Glass

Um programa para mostrar a sequência de Fibonacci escrito em Glass. (Imagem: Reprodução/Esolangs)

Uma reclamação comum entre programadores é a dificuldade de aprender a sintaxe de linguagens de programação — e no caso da Glass, esse problema é milhares de vezes pior.

Utilizando uma sintaxe não-intuitiva ao mesmo tempo em que toda sua programação obedece uma estrutura orientada a objeto, a Glass é um pesadelo de compreensão e acaba sendo conhecida na comunidade de programação como uma grande piada.

Shakespeare

Se a Rockstar faz programas parecerem músicas, a linguagem de programação Shakespeare faz com que o código dos softwares pareçam cenas da obra de um dos mais influentes artistas da história.

Até mesmo a declaração de variáveis e afins ganha um tom teatral, com elas sendo chamadas de personagens. Além disso, todas as interações devem ser escritas como diálogos, transformando o resultado final em uma peça shakespeariana.

Chicken

Cansado de aprender vários termos diferentes para conseguir programar um software? Recomendamos você conhecer a Chicken, uma linguagem de programação em que o único termo utilizado é “chicken”

Dependendo de quantas vezes “chicken” é repetida na mesma linha, diferentes funções são interpretadas pela língua. Mas essa simplicidade esconde uma curiosidade enorme: ela atua como um compilador da linguagem Scheme, normalmente utilizado em ciência de dados, mas que aqui ganha a possibilidade de construção de softwares com uso fora da comunidade científica.

ArnoldC

Um programa simples em ArnoldC. (Imagem: Reprodução/HongKiat)

Filmes de Arnold Schwarzenegger como Exterminador do Futuro, Predador e um Herói de Brinquedo são clássicos das últimas décadas do século XX, e a ArnoldC é uma das homenagens mais estranhas a essas obras.

Tudo em ArnoldC é feito a partir de frases de efeito das versões em inglês dos filmes de Schwarzenegger. Sem dúvidas, uma linguagem de programação bem estranha.

English

A linguagem de programação English busca ter uma sintaxe flexível para chegar o mais próximo possível do idioma inglês.

Para alcançar essa semelhança na escrita, a English não conta com muitas opções de customização ou de criação de novas ferramentas para ela, com as suas funções padrão sendo tudo que seus programadores têm disponível para seu trabalho.

Befunge

Uma calculadora feita em Befunge. (Imagem: Reprodução/Esolangs)

Criada com o objetivo de ser uma linguagem de programação difícil de ser compilada, a Befunge traz uma sintaxe caótica e que é modificada a cada loop de execução do programa.

Além disso, ela é uma linguagem de programação bidimensional, em que cada comando escrito deve indicar em qual direção o computador deve seguir na leitura do código-fonte para continuar a execução do programa — fazendo qualquer software escrito nela parecer uma verdadeira salada de caracteres sem sentido.

Chef

A Chef é uma linguagem de programação que tem como principal atrativo o fato de que o código-fonte de softwares criados com ela também servem como receitas culinárias.

Além disso, uma das regras da utilização da Chef é que ela não somente gere programas funcionais, mas também receitas fáceis de serem preparadas e também deliciosas.

Piet

Esqueça sintaxe e pense em combinação de cores — é basicamente essa a proposta da Piet, que produz diferentes softwares e funções dependendo da forma que o desenvolvedor juntar pequenos blocos de diferentes cores.

Basicamente, o código-fonte de um software escrito em Piet tem como resultado uma pintura abstrata — algo bem diferente do que é comum em programação.

Fonte: Analytics Insight, HongKiat

Fonte feed: canaltech.com.br

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