Bioplastia peniana: entenda como é e quais os riscos do preenchimento de pênis

Você já ouviu falar de bioplastia peniana? Trata-se de um procedimento estético chamado informalmente de “preenchimento do pênis”, muito mais procurado do que se imagina. O processo é relativamente simples e rápido, com uma duração de aproximadamente 30 minutos, e o preço pode chegar até R$ 20 mil. Só tem um porém: não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e você vai descobrir o porquê.

Em entrevista ao Canaltech, o cirurgião plástico Wendell Uguetto, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Hospital Albert Einstein, explica que a bioplastia — por definição — consiste em uma “técnica de mudança de forma”. O material utilizado para preenchimento é o polimetilmetacrilato (PMMA), um polímero sintético inabsorvível, que costuma ser muito utilizado em procedimentos estéticos.

Para que a realização do procedimento, é necessário que seja feita a anestesia local e que o pênis esteja ereto para que a substância aplicada se espalhe de maneira uniforme. Normalmente, a injeção do produto é feita na base do órgão, mas caso a ideia seja aumentar o diâmetro da glande, normalmente é feita a aplicação de ácido hialurônico (um biopolímero usado para hidratar e dar volume), por ser uma região mais sensível.

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“O PMMA não é muito recomendado para procedimentos estéticos, nem para preenchimento peniano. Embora muitos profissionais que ainda utilizem, o material acaba não sendo indicado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e pela Sociedade Brasileira de Urologia”, esclarece o especialista. O motivo por trás dessa contraindicação gira em torno do alto índice de riscos ligados ao procedimento.

O maior risco apontado pelo especialista é a necrose, ou seja, perda da vascularização. Na prática, é como se morresse um pedaço da pele do pênis. Em alguns casos mais extremos, esse procedimento pode desencadear desde dores no momento da ereção até a necrose completa.

Cirurgia para alongar o pênis

A bioplastia peniana serve para engrossar o pênis, mas também existe uma cirurgia para alongar (Imagem: nunezimage/envato)

Além do preenchimento, que é voltado para a tarefa de engrossar o pênis, existe também uma cirurgia própria para alongar. “Faz-se uma incisão no púbis e então se libera o ligamento do pênis. Isso faz com que ganhe alguns centímetros, mas apenas em repouso, então é uma cirurgia não-funcional. É mais visual”, explica o cirurgião plástico.

Segundo o especialista, esse tipo de método a que se recorre para mudar o comprimento do pênis tem uma ligação direta com a autoestima. “O paciente se sente desconfortável e quer alterar a aparência do pênis. É mais para diminuir o constrangimento do que de fato ter um aumento de tamanho com ele ereto”, aponta Uguetto.

Nessa cirurgia, as contraindicações envolvem pacientes sem condição clínica ou cardiológica, ou que tenham sido diagnosticados com diabetes. Se o paciente está liberado clinicamente para fazer o procedimento e no exame clínico se identifica uma diminuição causada pelo ligamento do pênis, o procedimento cirúrgico pode ocorrer sem problemas.

No entanto, a cirurgia em questão também pode desencadear riscos. “Precisamos levar em consideração que se solta esse ligamento. O pênis vai ficar muito mais bambo, então no pós-operatório, tem maior chance do pênis dobrar durante a relação sexual e haver uma fratura do corpo cavernoso [e tecido erétil localizado na parte dorsal] do pênis. O paciente tem que estar muito ciente do que pode acontecer, ciente de que no pós-operatório, aumentam alguns riscos”, conclui o profissional.

Fonte: Com informações de Men’s Health

Fonte feed: canaltech.com.br

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