Como Bill Gates quer “salvar o mundo” ao comprar startup de tratamento de lítio

Quem acompanha o noticiário recente sobre Bill Gates sabe que uma de suas prioridades após deixar a chefia da Microsoft foi investir em ideias sustentáveis para o mundo. A mais recente é injetar US$ 10 milhões (R$ 55,3 milhões) na Mangrove Lithium, empresa de Vancouver (Canadá) com apenas sete pessoas e sem lucro, mas empenhada em transformar lítio bruto em material para baterias de carros.

A transição ocorreu em novembro como rodada série A (pra escalar a empresa) e veio do fundo de investimento de Gates, a Breakthrough Energy Ventures. E o que o aporte tem a ver com salvar o mundo? Bem, uma das maiores frentes para reduzir a poluição está em achar fontes mais limpas de energia. O lítio é a principal matéria-prima para baterias recarregáveis. É usado há anos em celulares e pilhas, mas mais recentemente em carros elétricos.

Na última década vimos surgirem 10 milhões de veículos desse tipo em todo o mundo, de acordo com os dados mais recentes da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês). É pouco se comparado ao total de carros no mundo — mais de 77 milhões até 2020, segundo a Organização Internacional de Construtores de Automóveis (OICA). Mas a demanda vem crescendo.

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Lítio é material bastante usado em baterias de celulares (Imagem: Tyler Lastovich/Unsplash)

O crescimento do número e do tamanho das baterias para veículos elétricos será responsável por mais de 90% da demanda por lítio até 2030, segundo disso ao site CNBC Andrew Miller, diretor de operações da Benchmark Mineral, empresa de inteligência de mercado do setor elétrico. Espera-se que a demanda cresça de cerca de 354 mil toneladas métricas de carbonato de lítio em 2020 para 2,57 milhões de toneladas métricas até 2030.

O que a Mangrove promete fazer para chegarmos a esse futuro é melhorar o processo eletroquímico que refina o lítio bruto para se tornar hidróxido de lítio. E faz isso de uma maneira que a empresa diz ser mais eficiente em termos de energia do que os processos convencionais.

“Operamos de forma que o hidróxido de lítio ou carbonato que está sendo produzido não esteja interagindo com outros produtos químicos. Não está entrando em contato com outras coisas. E por isso está produzindo o produto de alta qualidade da bateria”, disse o CEO da Mangrove, Saad Dara, à CNBC.

“O hidróxido de lítio está se tornando o material chave para a produção de baterias. Sua produção já foi proibitiva devido ao complexo processo produtivo. O processo eletroquímico do manguezal reprojeta o processo convencional para superar essas barreiras”, diz a empresa em seu site.

A Mangrove ainda precisa provar que seu negócio pode ser escalável e realmente sustentável, e elevar a indústria das baterias limpas sem produzir outros efeitos colaterais na natureza. Afinal, a mineração de lítio usa muita energia e água, o que paradoxalmente pode por si só explorar ainda mais os recusos naturais.

Fonte: CNBC

Fonte feed: canaltech.com.br

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