Como seria ver as megadunas de Marte? Esta “foto” te mostra!

Existem megadunas em Marte. A região Chasma Boreale é formada por um grande desfiladeiro próximo da calota polar norte do Planeta Vermelho, que foi registrada em uma série de imagens feitas pela câmera (HiRISE), da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Então, Kevin McGill, especialista em visualizações de dados científicos, utilizou os dados para criar imagens digitais incríveis que mostram como deve ser observar as megadunas presentes na região.

Gill trabalhou com fotos feitas pela câmera HiRISE de Chasma Boreale durante uma sequência de registros, produzidos para a criação de Modelos Digitais de Terreno Marciano (ou “DTM”, na sigla em inglês) de várias regiões do nosso vizinho. Os DTMs da HiRISE são produzidos a partir de duas fotos da mesma área feitas em diferentes ângulos, que depois são processadas.

Megadunas registradas pelo instrumento da sonda MRO (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/University of Arizona/USGS)

A imagem que você viu acima é o DTM de Chasma Boreale, destacando as “megadunas” de lá criadas por várias camadas de formações, nascidas do depósito sazonal de gelo derretido e tempestades de areia. Elas são parecidas com as dunas de Barchan, uma formação já registrada pelo instrumento da MRO e por outras sondas orbitais que estudam Marte.

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Estas ficam na região norte do planeta, e foram formadas pela deposição de sedimentos transportados pelo vento. Contudo, é difícil detectá-las durante o inverno e início da primavera porque ficam cobertas por uma camada de gelo; somente no verão que a camada derrete e as dunas ficam visíveis, se destacando das formações por perto devido à cor escura.

Por meio suas edições, o especialista trouxe mais cores, profundidade e resolução aos registros da região, nos proporcionando uma olhar bem diferente das dunas de lá.

Visualizando megadunas em Marte

Além das renderizações artísticas de imagens espaciais, exoplanetas e outros objetos, Kevin McGill é bastante conhecido pelo trabalho que faz de visualização de ambientes de outros mundos. Através de técnicas de processamento, ele traz um pouco da beleza e profundidade de paisagens ainda não vistas, mas que com certeza seriam impressionantes.

Abaixo, você confere um exemplo disso. Ele criou uma “paisagem” marciana mostrando como seria ver as megadunas do Planeta Vermelho:

Representação de como seria ver as megadunas de Chasma Boreale na superfície de Marte (Imagem: Reprodução/Kevin M. Gill/NASA/JPL/University of Arizona/USGSE)

Para chegar a esta visualização, Gill processou os dados da câmera HiRISE através do software Geospatial Data Abstraction Library (GDAL), uma plataforma de processamento de dados geoespaciais. Depois, as imagens foram renderizadas com os softwares Blender e Adobe Lightroom, e o resultado mostra como estas megadunas poderiam se parecer se estivéssemos observando-as da superfície.

Talvez estas estruturas possam ser observadas por missões lançadas rumo à região norte do planeta em um futuro não tão distante. Além disso, estudar as megadunas e outras formações geológicas de Marte pode revelar pistas sobre como o clima do planeta mudou — e, enquanto isso, edições como as de McGill podem nos adiantar um pouco do que esperar de futuros registros mais detalhados delas.

Fonte: Kevin McGill; Via: Universe Today

Fonte feed: canaltech.com.br

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