Cratera de Marte cheia de gelo em seu interior é fotografada por sonda em órbita

A sonda orbital Trace Gas Orbiter (TGO), da Agência Espacial Europeia (ESA) e da agência espacial russa Roscosmos, produziu um novo registro de uma cratera em Marte. A imagem foi produzida em julho de 2021 e mostra a neve branca, no interior da cratera, em contraste com o típico tom avermelhado do solo do Planeta Vermelho.

A cratera capturada pela TGO tem aproximadamente 4 km de largura e fica em Vastitas Borealis, uma grande planície que cerca o polo norte do planeta. O interior da formação é parcialmente preenchido com água de gelo, que também está bastante presente em encostas voltadas para o norte; em média, elas recebem menos horas de luz solar ao longo do ano.

A cratera registrada pela Trace Gas Orbiter (Imagem: Reprodução/ESA/Roscosmos/CaSSIS)

Você perceberá que há um material escuro na borda da cratera, e não é à toa que esta área pareça ter sido chamuscada. É provável que, ali, haja basalto e outros materiais de origem vulcânica. Já o terreno aos arredores não tem gelo e foi “esculpido” por processos eólicos — se você observar a parte inferior da imagem, encontrará alguns sinais destes processos.

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Perceba que, ali, há listras formadas pela ação dos ventos, que removeram a poeira de óxido de ferro da superfície; o resultado disso é a exposição da camada inferior, formada por substrato de cor mais escura.

A missão da sonda Trace Gas Orbiter

A TGO é, na verdade, parte do programa ExoMars. Trata-se de uma iniciativa fruto de uma parceria entre a ESA e a Roscosmos, criada para descobrir se, afinal, existiu vida em Marte. Assim, a sonda chegou a Marte em 2016, mas foi somente em 2018 que iniciou sua missão científica. Além desta e de outras imagens espetaculares, a sonda vem proporcionando um inventário completo dos gases atmosféricos do planeta.

Representação da sonda TGO (Imagem: Reprodução/ESA–D. Ducros)

Ela segue também em busca de biomarcadores, ou seja, compostos que talvez sinalizem a ocorrência de formas de vida por lá, caso tenham existido. Futuramente, a TGO será de grande importância para a segunda missão do programa.

No fim de 2022, o rover Rosalind Franklin e a plataforma Kazachok serão lançados rumo a Marte, e devem chegar lá após nove meses de viagem. Assim, quando a missão estiver em andamento, a TGO contribuirá com serviços de retransmissão de dados.

Fonte: ESA

Fonte feed: canaltech.com.br

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