Dez empregos que surgirão com o metaverso até 2030

Um mundo alternativo, além do universo em que vivemos. Esse é o metaverso — a ideia é replicar o que fazemos no mundo real de forma 100% digital. Recentemente, o Facebook anunciou investimento na tecnologia e até mudou o nome da empresa para Meta.

No metaverso, os usuários podem criar avatares para representá-los no ambiente digital. Por meio deles, poderão aprender, comprar, trabalhar, socializar e se conectar com colegas de trabalho, amigos e familiares. Sue Young, diretora de produtos do Facebook, fala que “em vez de apenas olhar para a tela do dispositivo, você estará nela”.

O avatar vai poder interagir, de forma virtual, com o ambiente corporativo da empresa, andar pelos corredores, tirar dúvidas e trocar ideias nos corredores, parar para um café ou conversar com colegas no almoço. Outra possibilidade é participar de feiras, eventos ou entrevistas de emprego a partir de realidade aumentada.

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Empresas como Samsung e Hyundai já se valem da realidade aumentada em processos de recrutamento e seleção de novos profissionais. E elas começaram a fazê-lo antes mesmo de o metaverso se tornar tendência.

Metaverso já é tendência em várias empresas (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Com tantas novidades, muitos podem sentir insegurança sobre o futuro do próprio trabalho e da própria profissão. “O metaverso propõe mudanças significativas e pode representar ameaças às nossas necessidades básicas, como segurança, estabilidade e pertencimento”, diz a mestre em marketing Tatiany Melecchi, CEO da Transforma People & Performance.

Ela destaca que essa tecnologia pretende recriar o ambiente presencial no digital e proporcionar uma experiência de maior proximidade relacional. “O trabalho virtual será menos solitário e com relacionamentos mais espontâneos e naturais”, pondera.

O uso crescente dessas tecnologias deve exigir adaptação dos profissionais e das empresas, além de demandar novos conhecimentos, habilidades, condutas e dinâmicas sociais. Com isso, novas profissões devem surgir até 2030. Veja, a seguir, quais são elas!

1. Cientista de pesquisa do metaverso

Será responsável por construir algo semelhante à teoria de tudo, em que o mundo inteiro seja visível e possa ser acionado digitalmente. Essa arquitetura será a base para o restante: jogos, anúncios, controle de qualidade em fábricas, saúde conectada e por aí vai.

2. Planejador do metaverso

Esse profissional vai identificar oportunidades de mercado, construir casos de negócios, influenciar roteiros de engenharia, desenvolver métricas-chave e outros. Ele conduzirá todo o processo: da prova de conceito até o piloto e a implantação.

3. Desenvolvedor de ecossistema

Vai coordenar parceiros e governos para garantir que as funcionalidades criadas são possíveis em larga escala. Será responsável por buscar investimentos governamentais em infraestrutura e incentivar toda a comunidade de participantes. Terá de se concentrar em interoperabilidade para garantir que os usuários possam usar seus itens virtuais em diferentes experiências.

4. Gerente de segurança do metaverso

Com a quantidade e diversidades de sensores, fones de ouvidos e câmeras usados no metaverso, o volume de dados sobre indivíduos, produtos e organizações privadas e governamentais será inimaginável. Esse profissional vai prever como as funcionalidades serão usadas para identificar componentes críticos de segurança, sistemas e etapas de fabricação associados.

Segurança é essencial para proteger dados no metaverso (Imagem: Reprodução/Unsplash/Nubelson Fernandes)

5. Construtor de hardware do metaverso

Além do código, o metaverso terá sensores, câmeras e fones de ouvido. O construtor de hardware do metaverso vai ser o especialista em criar esses dispositivos.

6. Contador de história do metaverso

Vai ser responsável por criar narrativas envolventes e contar histórias sobre produtos, pessoas e empresas no contexto do metaverso.

7. Construtor de mundos

Essa função exigirá muitas das habilidades dos designers de videogame, embora com um conjunto diferente de regras e processos. Os construtores de mundos precisarão ter visão de futuro e estar voltados para novas possibilidades.

8. Especialista em bloqueio de anúncios

Assim como já ocorre hoje em muitos sites, a venda de anúncios vai existir no metaverso. Por isso, os bloqueadores de anúncios serão necessários: os especialistas neles terão de pensar em como atacar anúncios embutidos no metaverso.

9. Desenvolvedores de avatares

No metaverso, cada um pode criar sua própria identidade virtual. “Esses avatares poderão ser usados para socializar, trabalhar, promover produtos e outras aplicações”, diz Tatiany. “Serão necessários profissionais que possam ajudar a criar e personalizar avatares para indivíduos e empresas.”

10. Cibersegurança do metaverso

Esses profissionais vão ser responsáveis por bloquear ataques em tempo real e garantir que leis e protocolos são reconsiderados e adequados — ou até mesmo criados — para incluir todos os riscos do metaverso.

Fonte feed: canaltech.com.br

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