Giro da Saúde: quando será o pico da Ômicron no Brasil; Anvisa e autotestes

A semana foi recheada de notícias relacionadas à variante Ômicron no Brasil, com alertas do ministério da Saúde para o pico da variante Ômicron no Brasil, alta de internações de crianças e autorização por parte da Anvisa para a venda de autotestes no país. Em pouco tempo você fica por dentro dos principais destaques da semana, aqui no Giro da Saúde!

Saúde estima que fevereiro será quando a onda da Ômicron atingirá seu pico no Brasil (Imagem: IciakPhotos/envato)

No início da semana, Marcelo Queiroga, ministro da saúde, estimou que o pico da onda da variante Ômicron no Brasil deve acontecer em fevereiro, já que 90% das infecções no país são decorrentes da cepa.

“O pico da onda Ômicron acontece cerca de 45 dias após o início das infecções. Então temos que nos preparar para os próximos 30 dias, quando teremos o maior número de casos e, consequentemente, uma maior pressão sobre o sistema de saúde”, alertou Queiroga.

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A estratégia da pasta agora é aumentar a capacidade de atendimento no sistema público de saúde, bem como as imunizações. Além disso, intensificar a testagem também é essencial, e o objetivo é distribuir 80 milhões de testes rápidos até março.

Aumento de internações pediátricas advém da baixa imunização na faixa etária (Imagem: Seventyfourimages/Envato Elements)

Em face da alta transmissibilidade da variante Ômicron, houve também aumento das internações pediátricas no país. Esta é a primeira vez, desde o começo da pandemia, que se observa números tão altos de crianças em leitos de UTI.

O que pode causar essa alta de internações infantis é, ainda, a incipiente imunização de crianças e adolescentes, já que aqueles com 5 a 11 anos ainda não completaram seu ciclo vacinal completo, uma vez que a campanha de imunização começou em janeiro. Aliás, outro problema é que os menores de 5 anos não são elegíveis, até o momento, para receber uma vacina contra a covid-19.

“O risco de hospitalização para a covid-19 não é zero”, lembra o cientista Rong Xu, do Case Western Reserve University, em Ohio, nos Estados Unidos. “Então, se você multiplicar por um número grande — se mais crianças forem infectadas —, você verá muito mais crianças no hospital”, explica o médico.

Pesquisas apontam para reforços anuais de vacina contra covid (Imagem: Prostock-studio/Envato Elements)

Muitos se perguntam até quando iremos tomar reforços de vacina contra a covid-19. A resposta é que, enquanto houver pandemia ou endemia, imunizantes ainda serão adotados para conter o alto número de casos da covid-19 em todo o mundo. Sendo assim, não se tem uma previsão do número exato de reforços que precisaremos tomar. O que os cientistas apontam, atualmente, é a necessidade da vacinação anual contra o vírus, tal como já acontece com a vacina da gripe (influenza).

Os reforços anuais devem fazer parte da nossa rotina porque, segundo estudos científicos, a eficácia das vacinas diminui de cinco a seis meses após a última aplicação. Já o efeito protetor contra formas graves da covid-19 parece permanecer por mais tempo.

Kits anunciados como autotestes entram em embate com Anvisa (Imagem: Ewa Urban/Pixabay)

Anunciados como “autotestes”, dois exames de saliva entraram na mira da Anvisa na última quarta-feira (26). São eles: Autoteste Covid-19 Isa Lab; e Teste Covid meuDNA PCR-LAMP Autocoleta de Saliva, da empresa Empreendimentos Pague Menos S/A. A agência informou, na ocasião, que “até o momento, não existe nenhum produto aprovado pela Anvisa como autoteste, ou seja, para uso por usuários leigos”. Dois dias depois, foram aprovados os autotestes caseiros, cujo resultado sai em 15 minutos. A medida, provavelmente, foi tomada para não gerar confusão entre os dois tipos de exame.

Em comunicado enviado ao Canaltech, a empresa meuDNA (Pague Menos) afirma que o teste para a covid-19 está registrado na Anvisa, mas que não se trata de um autoteste. “O teste meuDNA Covid não se trata de um autoteste ou de teste rápido. Não há testagem realizada pelo paciente ou pelo farmacêutico”, informa. Isso porque as amostras são enviadas e analisadas por um laboratório externo.

A Isa Lab também argumenta, em comunicado, que o seu produto está registrado e que “trata-se de um teste de autocoleta e não um autoteste”. Novamente, as amostras são enviadas para análise em laboratório.

Autotestes mostram resultado em 15 minutos e devem chegar em fevereiro (Twenty20photos/Envato Elements)

Por unanimidade, a Anvisa aprovou, na sexta-feira (28), a comercialização de autotestes no Brasil. Isso significa que, qualquer pessoa, sem receita médica, pode comprar o exame e realizar a coleta em casa, colocar o material em um reagente e observar, em até 15 minutos, o resultado.

Apesar da liberação, a venda dos autotestes não deve ser imediata. Cada empresa que planeja vender esse tipo de exame precisará pedir o registro do kit para a Anvisa. A expectativa é que os autotestes estejam disponíveis nas farmácias em fevereiro.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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