Giro da Saúde: sintomas da Ômicron em vacinados; guerra e catástrofe humanitária

A última semana de fevereiro foi tumultuada, com direito a descobertas sobre o “disfarce” do coronavírus no sistema imune, a remédio da covid e, principalmente, a preocupações da Organização Mundial da Saúde (OMS) com a guerra na Ucrânia e seus desdobramentos. Em poucos minutos você fica informado quanto aos principais destaques da última semana.

(Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

As tensões na Ucrânia não param. Com a escalada do confilto iniciado pela Rússia no país, a OMS alertou na última quinta-feira (24) para o risco de uma possível “catástrofe humanitária” no país invadido, uma vez que a guerra pode culminar em “um número significativo de vítimas e danos adicionais aos sistemas de saúde já fragilizados”. A organização “reitera sua mais profunda preocupação com a segurança, a saúde e o bem-estar de todos os civis afetados pela crise no país e possivelmente além [da região do conflito]”.

No leste europeu, muitos países ainda enfrentam os desafios impostos pela pandemia da covid-19 e a disseminação da variante Ômicron (B.1.1.529). Além do cenário de guerra, surtos de poliomielite são identificados na região. Por conta disso, a OMS está trabalhando em colaboração com a Organização das Nações Unidas (ONU) para evitar desastres ainda maiores advindos do conflito.

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(Imagem: Rthanuthattaphong/Envato Elements)

Também na última quinta (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial e temporário do Evusheld, novo medicamento injetável para prevenir a covid-19 em pacientes imunossuprimidos e com alto risco de complicações, que não podem receber a vacina. A droga é composta por dois anticorpos sintéticos, o cilgavimabe e o tixagevimabe. O Evusheld já foi aprovado nos Estados Unidos, na França, em Israel, na Itália, no Barein, no Egito e nos Emirados Árabes Unidos.

Mas há restrições: para usar o remédio, que é exclusivamente preventivo, além da imunossupressão e do alto risco, os pacientes devem ter mais de 12 anos e pesar acima de 40 kg. O indivíduo também deve apresentar “comprometimento imunológico moderado a grave devido a uma condição médica e/ou ao recebimento de medicamentos ou tratamentos imunossupressores”, comenta a Anvisa. Nessas condições, o paciente pode “não apresentar uma resposta imunológica adequada à vacinação contra a covid-19”.

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Na França, a vacina da Janssen contra covid-19 sofreu limitações de uso. Dados preliminares apontam para o fato de que o imunizante aumenta o risco de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) nas duas semanas seguintes à vacinação. A medida é temporária, ou seja, pode ser revista futuramente.

A Alta Autoridade de Saúde do país alertou para que os franceses só recebam o imunizante da Janssen caso não queiram tomar uma vacina de mRNA ou possuam alguma restrição com a tecnologia. Segundo a agência, dados do relatório EPI-PHARE, divulgado no final de janeiro, apontam para este novo efeito adverso da vacina contra a covid-19. No parecer, foi observado “um ligeiro aumento no risco de infarto agudo do miocárdio nas duas semanas após a vacinação com Janssen”.

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Pesquisadores alemães e britânicos criaram uma versão sintética do SARS-CoV-2 para tentar entender qual o mecanismo de evasão utilizado pelo coronavírus para driblar o sistema imune. Eles descobriram que o patógeno consegue modificar sua forma, como se fosse um disfarce. O estudo saiu na Nature Communications.

O coronavírus modifica, especificamente, a estrutura da proteína spike (S) assim que entra em contato com os ácidos graxos inflamatórios — o que desencadeia uma parte da resposta inflamatória do organismo. Nesse momento, “o vírus se torna menos visível para o sistema imunológico. Isso pode ser um mecanismo para evitar a detecção pelo hospedeiro”, explica Oskar Staufer, um dos autores do estudo e pesquisador do instituto alemão. Além disso, a estratégia pode “aumentar a eficiência total da infecção”, completa.

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Um recente estudo norueguês identificou oito principais sintomas da variante Ômicron em vacinados com duas doses. O levantamento foi pequeno, com uma amostragem de 111 voluntários, dos quais 107 estavam imunizados, ainda sem a dose de reforço. Desses, 81 estavam infectados, sendo 66 com a Ômicron.

Mesmo assim, o estudo já serviu para nortear os pesquisadores sobre os sintomas mais comuns neste público. Veja abaixo quais são:

  1. Tosse: presente em 83% dos casos;
  2. Coriza e congestão nasal: presente em 78% dos casos;
  3. Fadiga e letargia: presente em 74% dos casos;
  4. Dor de garganta: presente em 72% dos casos;
  5. Dor de cabeça: presente em 68% dos casos;
  6. Dor muscular: presente em 58% dos casos;
  7. Febre: presente em 54% dos casos;
  8. Espirros: presentes em 43% dos casos.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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