Giro da Saúde: “Superflurona”, pessoas com vacina errada, “cremação” com água

O ano começou com uma avalanche de notícias relacionadas à covid-19 e à nova variante do coronavírus, a Ômicron. Aliás, após a descoberta da variante Ihu (que foi inclusive determinada como não-preocupante pela Organização Mundial da Saúde), o que vem preocupando os brasileiros é a chamada “flurona”: a coinfecção por influenza e covid no mesmo paciente. Veja os destaques da semana agora, no Giro da Saúde!

Flurona, a infecção simultânea de influenza com covid (Imagem: Rawpixel/envato)

O Brasil está atravessando, neste momento, uma crise sanitária que não envolve apenas uma, mas duas epidemias de vírus respiratórios: além da covid-19 (e da variante Ômicron), o país enfrenta um período crítico com a gripe, mais especificamente com a cepa H3N2 (Darwin) da influenza. E, quando os dois vírus infectam uma pessoa ao mesmo tempo, é possível adoecer de gripe e covid, o que foi apelidado de “flurona” — mistura de influenza com coronavírus.

É importante dizer que esse tipo de coinfecção não é novo e nem significa recombinação entre os dois vírus, gerando um tipo novo de “supervírus”. A denominação mostra que os dois vírus estão presentes no organismo simultaneamente, mas não interagem entre si.

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Três vírus ao mesmo tempo, dá para acreditar? (Imagem: Andrea Piacquadio/Pexels)

Depois de o termo “flurona” ter dominado os noticiários, um caso bastante inusitado ocorreu com uma mulher no interior de São Paulo: a ginecologista de 49 anos, residente em Botucatu, foi diagnosticada não apenas com os vírus da covid-19 e da gripe, mas também contraiu um adenovírus causador de resfriado comum.

Segundo o infectologista Alexandre Naime Barbosa, a mulher já se recuperou das infecções e passa bem. Ela compareceu em consulta médica no último dia 21 e contou que participou de cinco eventos sociais entre os dias 14 e 19, nos quais pode ter exposto outras pessoas aos vírus.

60 pessoas tomaram pentavalente no lugar da vacina da covid em Juiz de Fora (MG) (Imagem: Freepik)

Na quinta-feira (6), em Juiz de Fora, MG, aconteceu algo bastante inusitado: 60 pessoas que foram se imunizar contra covid-19 acabaram tomando a vacina errada em um posto de saúde. Segundo a prefeitura, foram aplicadas doses da vacina pentavalente (usada para prevenir a difteria, o tétano, a coqueluche, as doenças da bactéria Haemophilus influenzae tipo B e a Hepatite B), mas tal equívoco não representa riscos à saúde das pessoas envolvidas.

Aliás, a prefeitura emitiu comunicado oficial se posicionando quanto ao ocorrido, garantindo que está investigando o caso para descobrir de onde partiu o erro, ocorrido na UBS do Bairro Santa Cruz. Os vacinados foram avisados e retornaram ao posto de saúde para receber a vacina correta.

“Cremação” com água, ou aquamação, é mais ecológica (Imagem: twenty20photos/envato)

Já imaginou ser cremado, porém sem fogo? E, ao invés de usar fogo, usar água? Pois bem: esse processo existe, é muito mais ecológico que a cremação tradicional e se chama aquamação. Aliás, ganhou destaque com a morte do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, que escolheu essa alternativa para seu funeral.

O processo usa solução alcalina aquecida para descartar restos mortais de humanos ou animais, reduzindo o corpo a cinzas, assim como acontece na cremação, mas sem a necessidade de combustão, sendo também chamado de biocremação. Funciona assim: o corpo é posto em um recipiente pressurizado e preenchido com soda cáustica e água. Depois, tudo é aquecido a 150 ºC por aproximadamente uma hora e meia.

O resultado é a completa dissolução de órgãos e tecidos moles, restando apenas os ossos. Esses, em uma próxima etapa, são secos e pulverizados em um cremulador. O líquido resultante do processo de aquamação, aliás, pode ser usado como fertilizante.

Idoso morreu na UTI, vítima da Ômicron em Goiás (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

A cidade de Aparecida de Goiânia (GO) anunciou, na última quinta-feira (6), a primeira morte registrada no Brasil pela variante Ômicron do coronavírus. A vítima foi um homem de 68 anos que, apesar de ter sido vacinado com as três doses, apresentava outros fatores agravantes, incluindo hipertensão e uma doença pulmonar obstrutiva crônica.

A confirmação veio depois de apenas 10 dias da revelação de transmissão comunitária da cepa na cidade. A rapidez com que ela se espalhou impressiona: o monitoramento genômico do município também constata que 93,5% dos casos locais já são causados pela Ômicron.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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