Hardware de impressão digital não disponível? Saiba como resolver

A biometria digital se tornou algo comum nos celulares, já sendo até difícil imaginar um mundo onde se precisa digitar senha para tudo. Empregada em botões, saliência na traseira, ou mesmo sob a tela, ela aumenta a segurança dos smartphones ao diminuir a necessidade da digitação de PINs ou desenho de padrões de desbloqueio. Porém, uma implementação ruim ou um software pouco otimizado pode causar problemas sérios para o uso do dispositivo.

Dessa forma, a autenticação por biometria digital pode, às vezes, ficar indisponível de forma temporária ou permanente. Em algumas das situações o usuário pode analisar por ele mesmo qual é o defeito e fazer a correção. E esses são os motivos mais comuns pelos quais a biometria falha.

Dedos oleosos

A biometria digital pode usar um sensor ultrassônico, óptico, ou capacitivo. Sobre esse último, um dedo sujo ou engordurado pode atrapalhar a autenticação.

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Dedo sujo pode ser o problema para biometria falhar (Imagem: Jonas Leupe/Unsplash)

Limpar com papel, ou mesmo na roupa, pode ajudar. Além do mais, a sujeira pode estar no próprio sensor biométrico. Experimente, assim, limpar a tela, botão de energia, ou o sensor dedicado na traseira — onde o componente estiver.

Dedo ou posição errada

Você pode ter começado a ler essa parágrafo pensando que isso não faz muito sentido. Porém, mesmo que o celular aprove o cadastramento da sua digital, é importante lembrar que ele o fez para dedos específicos, e em posições específicas — por mais que ele cadastre margem adicional.

Verifique se durante o processo você não acabou inserindo os dados biométricos do dedão ou indicador de apenas uma das mãos — já que, por mais que possua uma mão dominante, vez ou outra é normal operar o celular com a outra.

Leitura biométrica exige cadastro correto das digitais no sistema (Imagem: Reprodução/ar130405/Pixabay)

Ao cadastrar a biometria, varie bastante os ângulos, e busque fazer esse procedimento considerando o uso real, não segurando o aparelho com as duas mãos. Imagine que o próprio processo de inserção da digital já é um exercício de desbloqueio, dando assim dados dos seus dedos de acordo com situações do dia a dia que podem de fato acontecer.

Película

Colocou uma película recentemente e a biometria na tela parou de funcionar? Ela pode ser incompatível com o sistema de digital do seu celular.

A segurança do smartphone é essencial, mas essa proteção de tela, principalmente quando fabricada por terceiros, pode ser um impeditivo para o uso correto da biometria no display. Pode ser necessário retirá-la para confirmar se é a causadora ou não do problema — e nesse último caso continuar averiguando o motivo da falha.

O ideal é usar a película que algumas fabricantes incluem de fábrica. Se ela já está desgastada, procure pelo atendimento da empresa para verificar outros modelos do filme plástico que possam ser usados com o celular.

Sensor danificado

Se estivermos falando de um sensor biométrico no sensor de energia ou na traseira, é importante preservá-lo de arranhões e amassados. Estes pequenos acidentes, como quedas, que estamos submetidos no dia a dia, podem ser fatais para o componente de leitura digital.

Porém, os sensores embutidos na tela também estão vulneráveis a danos. E o problema é que não são visíveis, já que estes ficam escondidos. Um cabo pode ter se soltado, ou o hardware descolado da tela. E isso só ficaria nítido com a abertura do smartphone.

Para quem tem um celular com biometria no display, esta é uma análise para a assistência técnica da marca — após descartar outras possíveis causas.

Superaquecimento

Vilão dos celulares de alto desempenho por muitos anos, o superaquecimento do chip pode causar a indisponibilidade de alguns serviços do aparelho. A biometria é uma das afetadas, seja por falha do projeto interno, ou por gatilhos de segurança.

Assim, também é importante desligar o celular por alguns minutos, se ele estiver muito quente, para então tentar o desbloqueio biométrico. Mas lembre-se que após a inicialização, o primeiro desbloqueio da tela precisa ser feito por PIN ou padrão de desbloqueio.

Caso ainda não tenha solucionado o problema…

Medidas um pouco mais extremas podem ser necessárias. A primeira delas é apagar todos os dados biométricos do smartphone, cadastrando novamente, do zero.

Pode ser necessário adotar medidas mais extremas para resolver problemas da biometria (Imagem: Lukenn Sabellano/Unsplash)

Se o celular permitiu a inserção de novos dados de digitais, é provável que esteja tudo bem com o hardware. Melhor ainda se ele permitir o desbloqueio após isso. Caso permita o cadastro, mas não o desbloqueio, é sinal de que a fabricante enviou um software com bugs na última atualização. Assim, é necessário entrar em contato, a alertando, ou aguardar uma correção.

Se o sistema não reconhecer seus dedos nem ao menos no momento do cadastro, o problema pode ser mais sério.

Para seguir averiguando, reinicie o celular em modo seguro. Para isso, ative o menu de energia e segure por alguns segundos na opção de desligamento. O sistema perguntará se deseja fazer a reinicialização em modo seguro — com apps de terceiros desativados. Essa etapa é importante para descartar a possibilidade de interrupção do serviço causada por aplicativos baixados.

Em uma medida mais extrema, pode ser recomendado formatar o celular — após o devido backup. Se o problema persistir, fica praticamente descartado que o problema é solucionável pelo usuário — se fazendo necessária a intervenção da fabricante.

Acionamento da garantia

Se o problema persiste, pode ser necessário acionar a fabricante para o reparo (Imagem: Tim Douglas/Pexels)

Para o smartphone que ainda está no período de garantia, basta procurar uma assistência técnica autorizada. Durante a pandemia, pode ser que a empresa esteja fazendo o pré-agendamento do atendimento pela internet.

Pelo volume de consumidores atendidos, talvez você precise ficar longe do seu smartphone por alguns dias — às vezes semanas. Segundo o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, esse prazo, porém, não pode exceder os 30 dias. Se passar disso, o usuário está amparado a solicitar qualquer uma das medidas a seguir:

  • Substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso
  • Restituição imediata da quantia paga (nota fiscal), monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos
  • Abatimento proporcional do preço (para a aquisição de outro celular)

Vício oculto deve ser consertado mesmo fora da garantia

Quem detectou o problema na biometria após o prazo de garantia não deve recuar quanto a eventuais medidas solicitando a ação da fabricante. O Código de Defesa do Consumidor também garante que o usuário tem direito ao reparo, já que o problema não foi originado por mal uso.

Se problema não foi ocasionado pelo usuário, empresa ou loja deve intervir mesmo com produto fora da garantia (Imagem: Pexels/Alex Green)

O vício oculto é um problema que não está aparente no momento da compra, e se manifesta após dias, semanas, ou meses de uso. O consumidor tem 90 dias para acionar a empresa para cobrar o reparo após a detecção do problema. Ou seja, são três meses, que independem do prazo de garantia, para que a fabricante tome ciência, confirme o problema, e faça o conserto sem custos.

As informações constam na seção IV do CDC. Para o vício oculto, inclusive, valem os mesmos prazos e medidas à escolha do usuário listadas, acima, e extraídas do artigo 18.

Cabe destacar que tanto a fabricante do produto como a loja que o comercializou podem ser acionadas para a solução do problema.

Como acionar a fabricante ou loja

É importante ter a nota fiscal em mãos para saber quem pode ser acionado para a resolução do problema de biometria. Se a fabricante estiver colocando muitos empecilhos para o conserto, as soluções disponíveis são a judicialização do problema ou alternativamente o acionamento da loja que vendeu o smartphone.

As empresas possuem canais próprios de contado, como o SAC, ou mesmo um fluxo de contato a partir do pedido em suas plataformas de e-commerce. Mas também é possível acioná-las por plataformas de gerenciamento de relacionamentos, como Consumidor.gov.br e Reclame Aqui.

Fonte: Proteste (1, 2)

Fonte feed: canaltech.com.br

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