O céu não é o limite | Asteroide perto da Terra, explosão de magnetar e mais!

Embora o início do ano não tenha a tradição de ser muito agido no mundo da astronomia, algumas novidades fascinantes foram divulgadas. Entre elas, a descoberta de uma explosão espetacular de um magnetar, um tipo objeto raro e extremamente denso.

Asteroides se aproximando da Terra também foram destaque, mas, como sempre, nenhum deles apresentou risco de colisão com a Terra. Confira essas e outras notícias que movimentaram a semana.

O asteroide 2021 YK, no centro da imagem (Imagem: Reprodução/Virtual Telescope)

A imagem acima é do asteroide 2021 YK, que fez sua maior aproximação de nosso planeta, a cerca de 188 mil km de distância. Isso é o equivalente a 49% da distância entre a Terra e a Lua. Embora seja uma distância curta em comparação a muitos outros asteroides considerados “próximos”, a passagem do 2021 YK não apresentou nenhum risco de colisão.

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O registro foi feito pelo pessoal do projeto Virtual Telescope, com a unidade robótica Elena. Eles usaram uma exposição remota de 120 segundos e acompanharam o movimento aparente do asteroide; as estrelas aparecem como riscos devido a este acompanhamento.

Um magnetar com explosão de raios-X (Imagem: Reprodução/NASA Goddard Space Flight Center/Chris Smith (USRA))

Os astrônomos conseguiram detectar um evento prá lá de extremo: um magnetar, um dos tipos de objetos mais densos do universo, explodiu com uma energia equivalente a um bilhão de sóis. Localizado a cerca de 13 milhões de anos-luz da Terra, o objeto levou apenas 0,16 segundo para realizar o espetáculo.

Foi necessário mais de um ano analisando o evento para entender o que aconteceu, exatamente. A explosão, dividida pelos cientistas em quatro fases, só pode ser detectada com uma inteligência artificial que procura eventos interessante em meio aos incontáveis dados dos instrumentos científicos.

A sonda Parker Solar Probe da NASA entrou na região conhecida como coroa solar, uma espécie de alta atmosfera do nosso Sol. Aqui na Terra, só podemos ver a coroa durante um eclipse total (nunca olhe diretamente para o Sol, mesmo em eclipses). O vídeo acima foi divulgado pela agência espacial em dezembro e mostra os fluxos coronais.

Esses fluxos são formados por gases eletricamente carregados e plasma, conectando os dois polos opostos do Sol, e são empurrados pelo vento solar. Ao fundo, a Via Láctea e alguns planetas do Sistema Solar aparecem, incluindo a Terra.

Imagem do asteroide durante uma passagem pela Terra em 1997 (Imagem: Reprodução/Sormano Astronomical Observatory)

Mais uma rocha espacial passará pela Terra este mês, dessa vez será o objeto (7482) 1994 PC1. Sua última passagem foi em 1933, à distância de 1,1 milhão de km. Ele se aproximará novamente no dia 18, a uma velocidade de aproximadamente 19,56 km/s.

Esse asteroide tem aproximadamente 1 km de extensão e, embora seja classificado como potencialmente perigoso, passará por nós a uma distância segura, de 1,93 milhão de km. Isso equivale a cerca de 5,15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

A galáxia espiral NGC 105 está no centro da imagem, e fica a 215 milhões de anos-luz da Terra (Imagem: Reprodução/ESA/Hubbke/NASA)

Uma nova imagem do Hubble mostra duas galáxias que parecem estar em processo de colisão/fusão, mas, na verdade, estão muito distantes uma da outra. Ou seja, trata-se de uma conjunção, isto é, um alinhamento entre os dois objetos e o nosso ponto de vista na Terra.

A NGC 105, localizada a 215 milhões de anos-luz da Terra, tem 83.700 anos-luz de diâmetro, enquanto a LEDA 212515 — a mais alongada — está muito mais distante e permanece desconhecida pelos astrônomos. A NGC 105 possui muitas supernovas e cefeidas, objetos usados para medir distâncias e a velocidade de expansão do universo.

Ilustração de um quasar, um tipo de centro galáctico ativo (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

Os astrônomos identificaram cerca de 75 mil buracos negros supermassivos se alimentando de matéria no centro de galáxias distantes. Para isso, eles usaram mapas 3D de galáxias criados por cientistas australianos. Esses buracos negros são conhecidos como centros galácticos ativos, porque emitem alta quantidade de radiação nos corações de suas galáxias hospedeiras.

Ao todo, o estudo identificou 700 mil galáxias. Os autores usaram a distribuição de energia espectral, ou seja, o brilho relativo de uma galáxia em diferentes partes do espectro eletromagnético. Esses dados podem ser usados para medir quantas estrelas existem em uma galáxia, entre outras características.

Astronauta realiza caminhada espacial para manutenção da estação internacional (Imagem: Reprodução/NASA)

A NASA comunicou que as atividades da Estação Espacial Internacional (ISS) serão estendidas até 2030, e não mais a data prevista anteriormente, que era entre 2024 e 2028. A decisão permitirá uma transição gradual para os próximos laboratórios orbitais a serem lançados, tanto por iniciativa privada quanto pelas agências espaciais de países como a Rússia.

Em particular, os EUA planejam lançar unidades orbitais comerciais até o final de 2030. Algumas empresas já foram selecionadas pela NASA para apresentarem conceitos de novas estações.

A sonda da missão Tianwen-1 liberou um pequeno sub-satélite com uma câmera e registrou três imagens incríveis de Marte. Elas foram divulgadas pela Administração Espacial Nacional da China (ou “CNSA”, na sigla em inglês) e apresentam imagens do gelo no polo norte marciano. Uma quarta imagem do rover Zhurong mostrou uma planície marciana.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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