O céu não é o limite | Asteroide por perto, núcleo da Terra se resfriando e mais

Um grande asteroide passou perto da Terra, mas, como de costume, não apresentou nenhum perigo de colisão. Por outro lado, outra rocha espacial assustou os habitantes de Minas Gerais, ao explodir com certa violência nos céus do Triângulo Mineiro. Apesar do brilho e estrondo da “bola de fogo”, nenhum relato de acidentes foi registrado.

A semana foi também recheada com descobertas astronômicas sobre nosso planeta, Sistema Solar e universo. Confira as notícias espaciais mais importantes da semana no compilado abaixo!

Ilustração de asteroide aproximando-se da Terra (Imagem: Reprodução/urikyo33/Pixabay)

O asteroide (7482) 1994 PC1, de 1 km de extensão, se aproximou da Terra na terça-feira (18), sem oferecer nenhum risco de colisão. A próxima aproximação a distâncias semelhantes será apenas em 2105.

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A quase 2 milhões de distância, a rocha ficou o equivalente a 5,15 vezes a distância média entre a Terra e a Lua. Os donos de pequenos telescópios puderam observá-lo durante a passagem, bastando procurar pelo objeto na constelação de Peixes.

Ilustração das camadas do planeta Terra (Imagem: Reprodução/shooogp/Sketchfab)

O núcleo da Terra está esfriando mais rápido do que os cientistas imaginavam, graças às propriedades de um cristal chamado bridgmanita, considerado o tipo de mineral mais abundante do planeta. Apesar disso, ele não é encontrado na superfície, apenas no manto, onde atua como “mediador” de transferência de calor entre manto e núcleo externo.

Ao simular as condições do manto terrestre, os cientistas descobriram que com o resfriamento do manto, a bridgmanita se transforma no mineral pós-perovskita, capaz de acelerar ainda mais o processo de resfriamento do núcleo, conduzindo calor de forma ainda mais eficiente que na fase de bridgmanita. Se isso for comprovado, significa que a Terra pode perder seu campo magnético mais cedo do que o previsto. Mas não se preocupe, isso não acontecerá nos próximos milhões de anos.

Registro da estrela Albireo, junto de rastros de satélites (Imagem: Reprodução/Rafael Schmall)

A constelação de satélites Starlink, da SpaceX, já atrapalham em quase 20% das observações astronômicas. De acordo com um estudo, os rastros ficam ainda mais evidentes nas observações realizadas entre o amanhecer e o entardecer. A pesquisa também concluiu que os revestimentos escuros adotados pela SpaceX para amenizar o problema reduzem o brilho dos satélites para magnitude de 6,8, o que é apenas um pouco abaixo do limite visível a olho nu.

Os pesquisadores que é possível desenvolver softwares que podem reduzir impactos dos satélites nas observações, prevendo as localizações dos satélites. Mas instrumentos como o Zwicky Transient Facility (ZTF) já têm 5.000 rastros luminosos em imagens capturadas, e os cientistas preveem que, quando a SpaceX chegar ao total de 12 mil satélites, todas as imagens do ZTF feitas durante o crepúsculo terão pelo menos um rastro.

Os cientistas cogitam que a água líquida tenha fluído pelo vale Mawrth Vallis (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlin)

Um novo estudo realizou simulações climáticas da antiga atmosfera marciana e de sua água, e concluíram que um oceano de água líquida existiu ao norte do planeta, mesmo quando o Planeta Vermelho estava bem frio. É que padrões de circulação oceânica poderiam ter aquecido aquela região em até 4,5 °C, mantendo assim a água por lá em estado líquido.

Além disso, o oceano poderia ter chuvas moderadas ao longo de sua extensão e áreas costeiras. O estudo contraria pesquisas anteriores que rejeitaram a ideia de um oceano em Marte naquela época.

Um meteoro “explodiu” intensamente no céu das cidades de Patos de Minas, Uberlândia, entre outras cidades do Triângulo Mineiro. Câmeras em São Paulo e outros estados brasileiros também registraram o evento.

Quando meteoros relativamente grandes demoram para queimar ao passar pela atmosfera terrestre, um brilho acima do normal e um estrondo o acompanham. Esse tipo de meteoro é chamado pelos astrônomos de bólido. Os moradores do Triângulo Mineiro relatam que suas paredes e janelas tremeram, até que o meteoro desaparecesse a 18,3 km de altitude, entre os municípios de Perdizes e Araxá.

Mimas (esquerda) e Encélado (direita) em comparação (Imagem: Reprodução/NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute)

A lua Mimas, de Saturno, teria um oceano líquido em seu interior, sob uma camada espessa de gelo, de acordo com dados da missão Cassini, da NASA. A pista foi encontrada quando os cientistas notaram uma oscilação que geralmente indica atividade geológica e, potencialmente, um oceano subterrâneo.

Os autores do novo estudo disseram que Mimas, se possuir um oceano abaixo de sua crosta, poderia ser usada como referência para modelos de sua formação e evolução. Isso seria útil para entender melhor os anéis de Saturno e suas luas, além ajudar na busca por outras luas potencialmente habitáveis com oceanos, principalmente em Urano.

Arte que retrata um buraco negro se alimentando de uma estrela (Imagem: Reprodução/Sophia Dagnello/NRAO/AUI/NSF)

Consegue imaginar 40 quintilhões de qualquer coisa que seja? É humanamente impossível, mas a estimativa tem implicações na matemática do universo. Para chegar a essa quantidade de buracos negros no universo, cientistas usaram um modelo de evolução estelar e incluíram o tempo de vida do nosso cosmos.

Já que buracos negros são estrelas massivas colapsadas, a abordagem tentou calcular quantas delas já poderiam ter nascido e colapsado nos 13,7 bilhões de anos do universo. O resultado foi 40.000.000.000.000.000.000 buracos negros no nosso universo observável.

Representação de grandes estrelas, onde os diferentes elementos ficam dispostos em camadas antes da explosão (Imagem: Reprodução/Itai Raveh)

Nas supernovas conhecidas, o espectro dos elementos deixados para trás em forma de nebulosa pode ser observado, mas em nenhuma delas foram encontrados algo que corresponda à explosão de um tipo de estrela gigante chamada Wolf-Rayet. Estas, quando colapsam, empurram suas camadas externas através de um forte vento estelar, mantendo um núcleo massivo o suficiente para colapsar direto em um buraco negro.

Contudo, astrônomos analisaram uma supernova chamada SN 2019hgp, que parece contar uma história diferente. Ela possui uma nebulosa, com espectro de emissão brilhante, sem hidrogênio ou hélio. A nebulosa estava se expandindo para longe da estrela a mais de 1.500 km/se correspondia a uma Wolf-Rayet no fim de sua vida, mas também parecia uma supernova “diferentona”. Ainda não é possível concluir qual processo ocorreu nessa estrela, mas sem dúvida os astrônomos investigarão mais a fundo.

O TESS monitora milhares de estrelas em busca de exoplanetas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

O catálogo de candidatos a exoplanetas encontrados pelo telescópio Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da NASA, atingiu a marca dos 5.000 objetos em apenas quatro anos de operação. Com o novo levantamento de dados, astrônomos de todo o mundo poderão estudar cada um desses casos para determinar se são, de fato, planetas na órbita de outras estrelas.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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