O céu não é o limite | James Webb em seu destino, foguete se chocando na Lua e+

Não conseguiu acompanhar as notícias espaciais da semana? Não se preocupe, pois nós separamos e resumimos as mais bombásticas neste compilado. Nos últimos sete dias, soubemos que o telescópio James Webb finalmente chegou no lugar de onde observará o universo distante, e também foi descoberto um objeto nunca visto antes pelos astrônomos!

Confira abaixo essas e outras novidades do mundo da astronomia.

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Lançado no dia de Natal de 2021, o telescópio James Webb finalmente chegou “em casa”, isto é, na órbita conhecida como Ponto de Lagrange 2 (L2), de onde ele fará todas as suas observações. Esse local é uma região de estabilidade gravitacional que complementa uma linha entre o Sol e a Terra, bem além da órbita da Lua.

Ali, o telescópio não orbitará nosso planeta, mas o acompanhará na órbita em torno do Sol, ora se aproximando da Terra em alguns pontos, e afastando-se em outros. Agora, o Webb levará cerca de um mês para esfriar e ativar seus quatro instrumentos científicos. Enquanto isso, alguns astrônomos já conseguiram capturar imagens dele em seu novo lar.

Lançamento da missão DSCVR, da SpaceX, em 2015 (Imagem: Reprodução/SpaceX)

O estágio superior de um foguete Falcon 9, lançado pela SpaceX para av missão Deep Space Climatary Observatory (DSCOVR) em 2015, deve se chocar a Lua no dia 4 de março deste ano. O foguete foi enviado com destino ao Ponto de Lagrange 1 (L1), que fica entre a Terra e o Sol, permitindo uma observação constante da nossa estrela.

Cientistas têm interesse em observar a cratera que será deixada pelo impacto, por isso tentam prever com antecedência o local exato onde o estágio deverá cair para tentar localizar o objeto posteriormente.

A sonda Solar Orbiter, que teve imagens de sua viagem pela coroa solar divulgadas em janeiro, atravessou a cauda do cometa Leonard em dezembro, dando aos astrônomos uma oportunidade para coletar dados das partículas e do campo magnético do objeto. Na travessia, o núcleo do cometa estava a cerca de 44,5 milhões de quilômetros de distância de nós.

Também foram capturadas imagens da cabeça do cometa na luz visível e ultravioleta, além de dados das grandes porções da cauda de íons do Leonard, enquanto a nave estava no interior dela. Todas essas informações devem ajudar no estudo das interações entre o cometa e o vento solar.

Essa ilustração de um quasar é um exemplo de um típico buraco negro supermassivo em atividade intensa (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

Um poderoso e brilhante buraco negro no núcleo da galáxia Tol 0440-381, relativamente próxima à nossa, parece conter pistas sobre a juventude do universo, mais precisamente de uma fase conhecida como Época da Reionização. É que buracos negros como este teriam permitido o escape de radiação ultravioleta das suas galáxias, permitindo a reionização do gás hidrogênio no espaço intergaláctico.

Essa era marcou o fim da época em que o universo não tinha fontes de luz. Foi quando as primeiras estrelas surgiram (e elas eram gigantes!). Essa fase durou até quando o universo tinha cerca de um bilhão de anos. Acontece que essas primeiras estrelas eram tão massivas que devem ter se tornado buracos negros e, portanto, esses objetos podem ter traços da Época da Reionização.

Os cientistas argumentam que no buraco negro da galáxia Tol 0440-381 há propriedades semelhantes às de galáxias que se formaram no início do universo, o que o torna um objeto de estudo útil na busca pelas reais fontes de radiação ultravioleta daquela época.

Mapa da história do universo; a partícula X surge durante a terceira época (Imagem: Reprodução/CERN)

Calma, ainda não vimos diretamente o que aconteceu no início do universo (e nunca veremos, porque a luz só se formou e viajou pelo espaço algum tempo depois). Mas os cientistas conseguiram observar uma partícula exótica conhecida como partícula X, prevista pela teoria. Ela teria se formado durante os primeiros instantes de existência do universo e seriam de vida extremamente curta.

Foi por meio de experimentos no Grande Colisor de Hádrons (LHC), onde os pesquisadores criam uma “sopa primordial” de quark-glúon (uma das primeiras coisas que se formaram após o Big Bang), que a partícula X foi vista. No total, eles realizaram cerca de 13 bilhões de colisões, cada uma com uma chuva de dezenas de milhares de partículas resultantes. Dentre elas, foram encontradas cerca de 100 partículas X.

Locais em que houve sinais interpretados como localizações de água líquida sob a superfície de Marte (Imagem: Reprodução/ESA/NASA/JPL-Caltech)

Em 2018, uma equipe de cientistas anunciou a descoberta de uma possível reserva de água líquida subterrânea, a 1,5 km abaixo de uma calota do planeta. Mais tarde, foram encontradas novas áreas brilhantes, que sugeriam uma rede de pelo menos três lagos subterrâneos. Entretanto, há quem discorde dessas conclusões.

Um novo estudo afirma que, para a água existir em estado líquido, deveria haver uma forte fonte emissora de calor na região e um ambiente salgado, o que não parece ser o caso daquela região. Então, a nova explicação seria que o sinal seja, na verdade, de rochas vulcânicas enterradas sob o gelo.

Os astrônomos encontraram algo nunca visto antes: um objeto que acende e apaga no céu em intervalos de 20 minutos. Existem outros “pisca-pisca” no universo, como os pulsares, mas nenhum deles é tão lento. O misterioso corpo celeste fica “aceso” por cerca de um minuto, algo até então inédito. Também nunca foi observado algo que fica apagado por 20 minutos.

Apesar da surpresa dos astrônomos, isso coincide com um objeto teórico chamado “magnetar de período ultra-longo”. Embora seja previsto pelos astrofísicos, nunca havia sido, e ninguém esperava encontrar um deles porque não se imaginava que fosse tão brilhante — durante os 60 segundos que fica aceso, ele se torna uma das fontes de rádio mais brilhantes do céu.

Um fluxo de erupção solar com misteriosos “vazios” (Imagem: Reprodução/NASA SDO)

Em 1999, os astrônomos detectaram uma explosão solar criando movimentos misteriosos de fluxos nunca vistos antes, chamados de fluxos descendentes supra-arcade (SADs). Outros semelhantes foram vistos desde então, e a hipótese mais aceita é que esses “dedos” são resultado de um evento de reconexão magnética, mas um novo estudo propõe algo novo.

Os autores afirmam que os SADs são fruto de diferentes densidades de plasma nas erupções. Eles também argumentam que os fluxos escuros são “incrivelmente lentos”, algo que os modelos clássicos de reconexão não permitem. A equipe compara os SADs com a interação entre água e óleo — ambos se separam porque possuem densidades diferentes e instáveis.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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