O céu não é o limite | Tempestade solar, diamantes em Mercúrio e muito mais

Tempestades solares e um asteroide de aproximadamente 3 metros atingiram nosso planeta nesta última semana, mas nenhum dos dois eventos representou algum risco para as pessoas. Enquanto isso, novas descobertas sobre o universo foram anunciadas.

Se você não acompanhou o noticiário espacial nos últimos dias, aproveite este “resumão” e fique por dentro de todas essas novidades!

Com as tempestades geomagnéticas, poderá haver alguns efeitos em sinais de rádio de alta frequência em altas latitudes (Imagem: Reprodução/NOAA SWPC)

Os cientistas estão cada vez mais atentos às tempestades solares, já que o Sol entrará na atividade máxima do ciclo atual nos próximos anos. Nos dias 14 e 15 de março, algumas delas, classificadas como leves e moderadas, chegaram a nosso planeta.

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Tempestades solares como estas podem causar apenas alguns efeitos menores na Terra, como um aumento na ocorrência de auroras em determinadas latitudes do planeta e problemas breves em sinais de rádio de alta frequência. A expectativa é que o máximo solar ocorra por volta de julho de 2025.

Os diamantes são formados quando depósitos de carbono são expostos a altas temperaturas e pressões (Imagem: Reprodução/photocreo/Envato)

Parece que os impactos de cometas e asteroides caindo em Mercúrio, a velocidades altíssimas, pode ter transformado o carbono que reveste grande parte da superfície do planeta em diamantes. De acordo com um novo estudo, camada de grafite no planeta mais interno do Sistema Solar poderia ter mais de 90 m de espessura.

Com a pressão dos impactos dos asteroides, cerca de 60% do grafite poderia ser transformado em “diamantes de choque”. Isso representaria cerca de 16 quadrilhões de toneladas de diamantes por lá. Mas dificilmente isso levará mineradores a uma eventual aventura no espaço: os diamantes em Mercúrio provavelmente são impuros, com uma mistura confusa com grafite e outras fases do carbono.

O asteroide 2022 EB5, identificado pelo Observatório Klet menos de 13 minutos antes do impacto (Imagem: Reprodução/Kleť Observatory)

Embora não haja nenhum asteroide potencialmente perigoso em rota de colisão com a Terra, ninguém pode assegurar que não existam outras rochas espaciais ainda não descobertas, prontas para cair em nosso planeta, antes que qualquer telescópio consiga detectar. Foi mais ou menos isso o que aconteceu na sexta-feira (11).

Um pequeno asteroide foi descoberto pelo astrônomo Krisztián Sárneczky na última sexta-feira (11) e, apenas duas horas depois, o objeto atravessou a atmosfera terrestre. Felizmente, ele tinha cerca 3 metros de diâmetro e deve ter se desintegrado durante a passagem pela atmosfera. Poucos moradores da Islândia relataram ter visto algum brilho no céu durante o evento.

Imagem da estrela 2MASS J17554042+6551277 pelo James Webb (Imagem: Reprodução/NASA/STScI)

O telescópio James Webb finalizou a fase de refinamento dos seus instrumentos, ou seja, todos os parâmetros ópticos foram verificados e testados, e estão funcionando de acordo com as expectativas (talvez até além). No fim do processo, o James Webb registrou a estrela 2MASS J17554042+6551277 e também objetos ao fundo.

Como podemos ver na imagem acima, a sensibilidade do sistema óptico e da câmera a bordo possibilitou a captura de estrelas e galáxias de fundo. Ainda há alinhamentos a serem realizados antes dos trabalhos científicos serem iniciados com o telescópio. Enquanto isso, o James Webb é fotografado pelo observatório Gaia.

Imagem dos discos na estrela SVS 13 (Imagem: Reprodução/Díaz-Rodríguez et al.)

As duas estrelas do sistema SVS 13, localizadas a 980 anos-luz, foram observadas com discos de gás e poeira ao redor. Esses discos parecem ser o suficiente para formar novos planetas e foram identificados com detalhes sem precedentes. Eles descobriram quase 30 moléculas diferentes e 13 moléculas orgânicas complexas precursoras da vida.

Essa é uma evidência de que discos formadores de planetas podem, sim, existir ao redor de estrelas em sistemas binários. Mas ainda não se sabe como, exatamente, os novos planetas poderiam ser formados, principalmente porque as interações gravitacionais entre as duas estrelas são complexas. Além disso, um disco maior está se formando ao redor de ambas as estrelas.

O helicóptero Ingenuity realizou seu voo de número 21, deslocando-se por 370 m à velocidade de 3,85 m/s. No total, ele já soma mais de 4,6 km percorridos desde seu primeiro voo no Planeta Vermelho. Em seu último “passeio”, a aeronave permaneceu no ar durante 129,2 segundos.

Com o sucesso de suas aventuras em Marte, o Ingenuity terá sua missão estendida até setembro. O helicóptero deverá passar os próximos meses auxiliando o rover Perseverance, enquanto testa ainda mais seus recursos de voo na fina atmosfera marciana.

O astronauta Mark Vande Hei chegou à ISS em abril do ano passado como parte da Expedição 66 (Imagem: Reprodução/NASA)

O astronauta da NASA Mark Vande Hei bateu o recorde de maior voo espacial dos EUA na quinta-feira (15). Ele chegou à Estação Espacial (ISS) em abril do ano passado e superou a marca de 340 dias a bordo. Sua missão estava prevista para durar seis meses, mas a estadia do astronauta foi prolongada, o que deu à NASA uma oportunidade de avaliar os efeitos da microgravidade em longos voos espaciais.

Modelagem de mapeamento da misteriosa matéria escura (Imagem: Reprodução/Tom Abel & Ralf Kaehler/AMNH)

A matéria escura do universo, provavelmente formada por algum tipo de partícula até hoje desconhecida, pode ter se multiplicado no início do universo por meio da colisão com partículas de matéria “comum”. Esse processo pode explicar como a matéria escura se tornou tão mais abundante no cosmos do que a matéria que vemos.

De acordo com um novo estudo, logo após o Big Bang o universo seria compacto o suficiente para ocorrer uma série de interações entre partículas. Assim, uma partícula de escura e uma partícula de matéria comum poderiam colidir e produzir duas partículas de matéria escura. Isso teria levado à multiplicação exponencial da matéria escura até que a expansão do universo a levasse para longe, interrompendo assim o processo de colisões.

Possível órbita do Planeta Nove e alguns objetos transnetunianos (Imagem: Reprodução/Caltech/R. Hurt (IPAC)

O polêmico e hipotético Planeta 9 não foi encontrado em uma nova varredura da região mais distante do Sistema Solar. Os astrônomos escanearam quase 87% do céu com o telescópio Atacama Cosmology Telescope (ACT) em busca do objeto, que poderia existir além da órbita de Netuno. Isso os levou a descartar a existência do Planeta 9 na região estudada, com 95% de certeza.

Caso exista, este planeta teria entre 5 e 10 massas terrestres, e orbitaria o Sol a uma distância de até 800 unidades astronômicas. Mas os novos resultados são desanimadores, por mais que a presença desse corpo possa explicar as órbitas estranhas de outros objetos já encontrados por lá.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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