O céu não é o limite | Tempestade solar, James Webb, novo asteroide troiano e+

Os cientistas estão preocupados com as tempestades solares, e há alguns motivos para isso. Mas calma, não há nenhum perigo iminente. Na verdade, a erupção solar mais recente foi mais fraca do que o previsto — a preocupação é com um evento que ocorreu mais de 9 mil anos atrás!

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Ejeção de massa coronal de 2000 (Imagem: Reprodução/ESA/NASA/SOHO)

Alguns cientistas estão preocupados com uma tempestade solar que atingiu nosso planeta há 9.200 anos, durante o período “errado” do ciclo solar. É que, de acordo com os vestígios da radiação encontradas no gelo da Antártica e na Groenlândia, a tempestade foi extremamente poderosa e ocorreu durante o chamado mínimo solar.

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Durante o mínimo solar, a atividade em nosso Sol deveria ser mais “amena”, mas as marcas encontradas indicam que aquela foi uma das mais poderosas erupções solares já registradas pelos cientistas. Por isso, eles temem que o Sol possa enviar outra tempestade geomagnética fora do período de atividade máxima, ou seja, quando menos se espera.

A luz será refletida dos espelhos do telescópio para seus instrumentos científicos (Imagem: Reprodução/NASA)

O James Webb está se preparando para observar a estrela 84406, seu primeiro alvo, localizado a aproximadamente 241 anos-luz da Terra. Essa será apenas uma observação para testar e calibrar os equipamentos.

As imagens produzidas durante esse teste provavelmente estarão desfocadas, e ajudarão a equipe da missão a alinhar os 18 segmentos hexagonais do espelho primário do telescópio. Em outras palavras, não haverá dados científicos, ao menos por enquanto.

Os cinco pontos de Lagrange do sistema Terra-Sol (Imagem: Reprodução/NASA/WMAP SCIENCE TEAM)

Uma equipe de astrônomos acaba de encontrar o segundo asteroide troiano de nosso planeta. Os troianos são rochas espaciais que orbitam algum planeta nos pontos de Lagrange L-4 ou L-5 — em Júpiter, estima-se que haja centenas de milhares deles.

Até então, os cientistas conheciam apenas um troiano na órbita terrestre, mas a descoberta de um segundo asteroide pode indicar que, na verdade, existem muito mais. O problema é que eles acompanham a órbita do Sol em nosso céu, por isso, para encontrá-los, é preciso observar atentamente durante uma pequena janela de tempo, quando o Sol está apenas ligeiramente abaixo do horizonte.

Aurora boreal fotografada no dia 1º de fevereiro (Imagem: Reprodução/Terence Murtagh/Spaceweather)

Uma explosão solar trouxe uma ejeção de massa coronal no dia 29 de janeiro e causou uma leve tempestade geomagnética em nosso planeta. Entretanto, embora a previsão anterior indicasse a possibilidade de algo mais preocupante, não houve muitos efeitos além de auroras no norte do globo.

A intensidade das tempestades solares é medida em uma escala que vai de G1 a G5, sendo este último o indicador de um evento poderoso o suficiente para comprometer nossas tecnologias terrestres, como satélites e até mesmo cabos submarinos de internet. A ejeção do dia 29 gerou uma tempestade G1.

Urano e Netuno são de tons azuis muito diferentes entre si (Imagem: Reprodução/NASA)

Apesar de terem composições similares, Urano e Netuno têm uma diferença enorme em suas tonalidades de azul, causada por partículas de metano. Ao menos essa é a proposta de um novo estudo, que apresentou um modelo que pode ajudar a “matar a charada”. De acordo com o estudo, uma névoa se forma nas atmosferas superiores dos planetas, antes de afundar e se concentrar onde há metano condensado.

Os compostos então atuam como sementes e caem na forma de flocos, até suas partículas serem liberadas para dar origem a novas nuvens. Como Urano tem atmosfera mais espessa, o reflexo de luz azul causado pelo metano têm maior dificuldade de atravessá-la. Por outro lado, Netuno tem atmosfera mais fina, por isso a luz azul refletida passa com mais facilidade.

Conceito do foguete Spica, com espaço para apenas um passageiro (Imagem: Captura de Tela/Copenhagen Suborbitals)

Os dinamarqueses planejam enviar ao espaço o primeiro foguete amador tripulado, o que deve acontecer daqui a dez anos, de acordo com os proponentes do projeto. Trata-se de uma iniciativa formada por um grupo de 50 entusiastas de foguetes.

Eles já estão em fase de desenvolvimento do foguete amador, que recebeu o nome “Spica”. Com espaço para apenas um passageiro, o veículo espacial “caseiro” foi planejado para um voo suborbital e já tem tanques de combustíveis de oxigênio líquido e de álcool montados.

Cápsula Órion instalada sobre o foguete SLS (Imagem: Reprodução/NASA/Kim Shiflett)

O primeiro lançamento do Programa Artemis, previsto para uma janela entre março e abril, acaba de ser adiado mais uma vez. Agora, a NASA não tem nenhuma data definida. O motivo: precaução. De acordo com representantes da agência, os oficiais querem que as equipes finalizem o trabalho com todo o cuidado, sem nenhuma pressa.

Antes da missão propriamente dita, o veículo deve passar por uma simulação do lançamento, sem deixar o solo. Esta será apenas uma dentre muitas etapas de segurança, várias já realizadas. A janela de lançamento de maio será entre os dias 7 e 21.

A icônica Estação Espacial Internacional (ISS) tem 109 metros de largura (Imagem: Reprodução/NASA/Roscosmos)

A maior estrutura espacial já construída pela humanidade já não tem mais a mesma “saúde” de outrora. Com sinais de desgastes, o laboratório orbital está entrando em sua terceira década de atividade intensa, servindo de moradia constante para astronautas e cargas úteis que vão e vêm. Durante a década vigente, deverá continuar assim, mas sua aposentadoria deve ocorrer em 2030.

Em janeiro de 2031, a ISS deverá ser desorbitada para um mergulho no Ponto Nemo, a região mais remota do Oceano Pacífico, a cerca de 2.700 km de distância da terra firme mais próxima. Os EUA pretendem abrir espaço para as empresas privadas construírem suas próprias estações.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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