Tecnologia será fundamental para alcançar o que foi acordado na COP26

Chegamos a mais um fim de ano. É um momento propício para refletir tudo o que vivemos e aprendemos nos últimos meses. Certamente, ver a economia se movimentar novamente, graças aos avanços na vacinação contra a covid-19, tem sido um marco de esperança.

Adiciono ao grupo de acontecimentos marcantes dos últimos meses a 26ª Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP26, que aconteceu em Glasgow, na Escócia, entre o fim de outubro e meados de novembro. Estive presente nesse evento com mais de 10 mil participantes entre delegados, representantes governamentais, especialistas e cidadãos. Uma mobilização sem precedentes que tinha como tarefa produzir consensos para atingir uma meta ambiciosa: deter o avanço das mudanças climáticas que estão ameaçando a vida de bilhões de pessoas e ecossistemas em todo o mundo.

O acordo final assinado por centenas de países toca em pontos importantes, como a previsão de que as nações apresentem metas “mais ambiciosas” para a redução de gases do efeito estufa, a tão esperada definição de regras para as políticas de compensação de carbono — também conhecidas como “crédito de carbono” — e, pela primeira vez, uma menção à redução do uso de combustíveis fósseis e carvão.

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É claro que temos motivos para celebrar este acordo tão esperado, como bem reconhecem diversos especialistas. Ainda que fosse possível — e necessário — ir além do pactuado, por exemplo, com a definição de mecanismos de financiamento por parte de nações mais ricas e mais poluidoras para as ações de combate ao aquecimento global implementadas por países em desenvolvimento como o Brasil, temos razões para celebrar os consensos alcançados.

E, para além do acordo, uma conquista foi especialmente importante: a tecnologia foi reconhecida como essencial para frear os avanços e impactos da mudança do clima. Todas as nações do mundo estão convencidas de que, sem investimentos em soluções tecnológicas e disruptivas, não será possível alcançar os compromissos pactuados.

Nesse cenário, o papel das startups será central. Afinal, grande parte das soluções disruptivas, da produção de energia limpa, da descarbonização do transporte até do combate ao desperdício de alimentos surge de iniciativas de pequenos empreendedores que desejam contribuir com soluções para o desafio coletivo.

Pela minha experiência com todo o trabalho realizado no BrazilLAB, posso afirmar que as startups estão em sintonia com os grandes desafios globais. As empresas Eco Panplas, Tesouro Verde, Um Grau e Meio, Scipopulis e Lemobs foram selecionadas e estiveram na COP26, como parte da “CivTech Alliance COP26 Global Scale-up Programme” para apresentar suas soluções para o combate às mudanças climáticas a investidores e governos. Mais do que isso: elas foram as representantes de como o ecossistema GovTech brasileiro tem a contribuir para aquele que parece ser o desafio do milênio.

Meu desejo é que o que foi discutido em Glasgow continue a ecoar e seja um tema central nos próximos anos. Temos metas ambiciosas e desafios que precisamos enfrentar para ter um planeta mais saudável, o que exigirá a contribuição e a resiliência de todos. O trabalho não termina em 2021 ou com a COP26; ao contrário, ele começa de maneira mais intensa já em 2022 — e nossa sobrevivência depende disso.

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

Fonte feed: canaltech.com.br

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