Telegram quer banir atividades ilegais como terrorismo e abuso infantil

O Telegram mudou as regras da plataforma para restringir atividades ilegais, como terrorismo e abuso infantil. Essa mudança foi para combater delitos considerados ilegais pela maioria dos países usuários do mensageiro. A plataforma é muito criticada atualmente por ser permissiva com a venda de drogas, comércio de produtos piratas ou esquemas financeiros.

O item foi adicionado a uma lista que já proibia o uso do programa para envio de spam, aplicar golpes, promover violência em canais públicos e disseminação de conteúdo pornográfico ilegal nos grupos abertos. Quem descumprir a regra poderá ter a conta banida da plataforma.

O Telegram mudou as regras para coibir abuso infantil e terrorismo (Imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

Aqui para o Brasil, o Telegram passou a exigir a idade mínima de 16 anos para inscrição na plataforma — antes, essa exigência era exclusiva para usuários da União Europeia e no Reino Unido. O rival WhatsApp estabelece a idade mínima como 13 anos, assim como a maioria das redes sociais populares, como TikTok, Instagram e Facebook.


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Por enquanto, ainda não está claro como o programa fará para analisar a idade das pessoas, já que não existe a coleta deste dado. Quando se cadastra, você precisa fornecer apenas o número do seu celular, o seu nome de usuário e uma foto de perfil. Aliás, a própria mensagem de boas-vindas deixa claro que o Telegram não coleta informações como “nome verdadeiro, sexo, idade ou o que você gosta”.

As novas regras já estão em vigor, mas não houve um comunicado oficial no blog ou nas redes sociais do aplicativo. Algumas palavras dos primeiros três itens da política também foram alteradas, mas sem mudar o sentido das regras.

Telegram no centro das atenções

O Telegram ganhou bastante popularidade no Brasil nos últimos anos, principalmente após a polêmica política de privacidade do WhatsApp. Sempre à frente em termos de recursos, o mensageiro de Pavel Durov possui um sólido sistema de comunidades e grupos, o que permite reunir centenas de milhares de pessoas interessadas em temas específicos.

O sistema de canais e grupos do Telegram comportam milhares de seguidores (Imagem: Matheus Bigogno/Canaltech)

Em razão desse suporte, é muito usada no meio político para disseminação de informações, notícias (algumas totalmente falsas) e boatos. Em março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio do Telegram por conta do descumprimento de decisões judiciais.

A decisão só foi revista após o aplicativo se comprometer a adotar medidas para combater fake news, o que parece que não está ocorrendo como deveria. Entre os compromissos estava o acompanhamento dos 100 canais mais populares do Brasil para acompanhar a disseminação de mentiras ou conteúdo impróprio.

Mesmo assim, essa mudança de agora mostra um refinamento dos termos de serviços e maior foco em estratégias de moderação de conteúdo. Resta saber se o Telegram terá braços para cumprir a promessa, porque o trabalho certamente é bastante árduo.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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