“Twitter da China” é multado por violar leis de cibersegurança do país

A rede social chinesa Weibo, considerada o “Twitter da China” foi multada em 3 milhões de yuans (R$ 2,6 milhões) por permitir postagens que violavam a lei de cibersegurança sobre a proteção de menores, bem como outras leis que não foram mencionadas pelas autoridades.

Segundo a Administração de Espaço Cibernético da China, a empresa foi alvo de 44 multas semelhantes este ano, totalizando um montante de 14,3 milhões de yuans (R$ 12,7 milhões). O órgão ordenou que a Weibo tomasse as medidas necessárias para operar de acordo com as leis de segurança do país.

Em respota a penalidade, a rede social comunicou em uma declaração que fará os ajustes necessários para estar de acordo com as demandas do regulador, incluindo a limpeza de conteúdos pornográficos e marketing enganoso. As ações da empresa, que abriu seu IPO em Hong Kong recentemente, caíram quase 10% nas negociações desta terça-feira (14) devido ao cenário.

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A multa é apenas uma parte da série de penalidades que os reguladores chineses têm imposto às big techs do país nos últimos meses, para promover uma internet mais “civilizada”.

Órgão determinou no dia 2 de dezembro que o conteúdo da plataforma também violava as leis de cibersegurança do país (Imagem: Reprodução/Pexels/Sora Shimazaki)

A retificação recebida pela Weibo chegou duas semanas depois que a Administração de Espaço Cibernético da China multou a rede social voltada para discussão de filmes, entretenimento e cultura, Douban.com. O órgão determinou no dia 2 de dezembro que o conteúdo da plataforma também violava as leis de cibersegurança do país e aplicou uma multa equivalente a quase US$ 236 mil (R$ 1,3 mihão), os tipos de conteúdos considerados ilegais não foram revelados.

Estes esforços podem representar uma tentativa de repressão por parte do governo, às práticas da cultura de fãs online e a proibição de empresas de mídia social de promover celebridades, por serem consideradas uma “má influência” para os jovens, segundo as autoridades chinesas.

Outro conteúdo considerado inapropriado pelo governo chinês, foi o post da tenista chinesa Peng Shuai, na sua conta da Weibo, em que acusava o ex-vice-primeiro-ministro Zhang Ghaoli de assédio sexual. O post ficou visível por apenas 20 minutos antes de ser retirado do ar, além disso, o nome da atleta também foi censurado em grande parte da internet chinesa. Porém, diversos internautas conseguiram manter uma discussão ativa sobre o ocorrido na plataforma Douban.com através de jargões e linguagens específicas que não estavam na lista de termos censurados pelos órgãos reguladores.

Xiao Qiang, um pesquisador com foco na internet da China da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que as punições provavelmente se tornarão mais pesadas, já que o Partido Comunista depende das redes sociais para policiar a discussão online com base em padrões cada vez mais rígidos.

Fonte: wsj

Fonte feed: canaltech.com.br

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