Varejista chinesa Shein retoma planos para oferecer ações na Bolsa de Nova York

Após negar rumores sobre sua oferta inicial pública de ações (IPO) nos Estados Unidos em junho do ano passado, a varejista de moda, Shein, pode estar planejando abrir capital no seu maior mercado novamente. De acordo com a Reuters, o fundador da empresa, Chris Xu, pode vir a adquirir a cidadania de Singapura em breve, para contornar as regulamentações rígidas da China em relação às listagens no exterior

A conclusão de um IPO de qualquer empresa chinesa no exterior deve passar pelo aceite da CSRC (Regulador de valores mobiliários da China) – o que torna o processo muito mais complexo e demorado. As leis propostas pelo órgão informam que uma listagem no exterior pode ser encerrada se as autoridades a considerarem uma ameaça à segurança nacional.

De acordo com o regulador, as empresas nacionais devem cumprir com as ordens relevantes nas áreas de investimento estrangeiro, cibersegurança e segurança de dados, como declarado em um documento divulgado em dezembro de 2021.

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Segundo um porta-voz da SHEIN para a Reuters, Xu e outros executivos da firma ainda não chegaram a solicitar a cidadania singapurense, mas caso o IPO aconteça, será considerada a primeira abertura de capital bem sucedida de uma empresa chinesa em território norte-americano, desde que Pequim reforçou a sua supervisão em julho do ano passado, suspendendo os planos de empresas domésticas que queriam listar suas ações no exterior.

Pessoas familiarizadas com o assunto informaram à Reuters que a varejista de roupas contratou o Bank of America, o Goldman Sachs e o JPMorgan para auxiliar a Shein no IPO, que estava engavetado desde 2020 devido à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Popularização da Shein

A Shein consegue lançar até 6000 produtos diariamente me sua plataforma (Imagem: Reprodução/Business Insider/Shein)

A Shein foi fundada em 2008 em Nanquim e faturou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54,4 bilhões) em 2020, ano em que o comércio eletrônico cresceu de forma acelerada devido à pandemia. A expansão da marca que atualmente envia para 150 países se deve a diversos fatores.

Além da capacidade de produzir uma grande quantidade e variedade de modelos, chegando a 6000 produtos por dia, os fatores para o sucesso das roupas da Shein também incluem o preço baixo, a presença da marca nas redes sociais principalmente no TikTok, bastante usado pelo público-alvo da varejista, a geração Z e a agilidade de entrega dos produtos.

Como resultado do crescimento das vendas, a valorização da Shein tem aumentado drasticamente a cada ano. Em janeiro de 2019, a Shein obteve US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) da Sequoia China e da Tiger Global com uma avaliação de empresa de US$ 5 bilhões (R$ 27,2 bilhões). Em agosto de 2020, comentaristas estimaram sua avaliação durante uma nova rodada de financiamento em quase US$ 15 bilhões (R$ 81,7 bilhões).

Fonte: Reuters

Fonte feed: canaltech.com.br

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