Veja a sonda Parker Solar Probe viajando pela coroa solar neste vídeo da NASA

A sonda Parker Solar Probe filmou sua passagem através da coroa solar, registrando imagens espetaculares dos “fluxos solares” expelidos pela nossa estrela. Normalmente, essas estruturas são vistas somente durante eclipses solares, mas a sonda da NASA conseguiu registrá-las durante um de seus sobrevoos pelo Sol realizado no ano passado, quando “tocou” o Sol.

Lançada em 2018, a Parker Solar Probe vem se aproximando gradualmente do Sol para entender melhor a atividade da nossa estrela. Já em abril, a sonda fez um novo sobrevoo e identificou condições magnéticas e de partículas do astro, que indicaram aos cientistas que ela estava na coroa solar. Os dados desta passagem foram divulgados em dezembro e incluem o vídeo abaixo, com algumas estruturas misteriosas do Sol.

Confira:

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O vídeo foi feito pelo instrumento WISPR (Wide-field Imager for Parker Solar Probe), criado para estudar a densidade de partículas eletricamente carregadas e a estrutura da coroa solar. De acordo com informações do Laboratório de Física Aplicada, da Universidade Johns Hopkins, as estruturas aparecem como formações brilhantes, se movendo para cima e para baixo.

As faixas brilhantes através das quais a Parker está viajando são fluxos coronais, formados por gases eletricamente carregados e plasma conectando os dois pólos opostos do Sol. Esses fluxos se estendem pelo vento solar e brilham em função dos elétrons presentes neles — são estas as estruturas que só podem ser vistas da Terra durante eclipses solares.

Além disso, se você observar o vídeo com atenção, encontrará a Via Láctea brilhando ao fundo e alguns planetas, incluindo a Terra. Embora a NASA não tenha confirmado oficialmente quais são eles, o astrofísico Grant Tremblay e os cientistas computacionais Karl Battams e Andrew Phillips fizeram algumas identificações: os primeiros que aparecem são Marte, Mercúrio, Vênus e Saturno. Depois, vêm a Terra e Júpiter.

Durante o sobrevoo de abril, a Parker passou a cerca de 13 milhões de quilômetros da fotosfera, a camada visível do Sol, onde registrou um “pseudofluxo”. “Passar pelo pseudofluxo foi como voar pelo olho do furacão”, descreveu a NASA na ocasião. Isso porque, segundo a agência espacial, a sonda encontrou condições mais calmas e menos partículas por lá, em comparação com as regiões de seus sobrevoos anteriores.

Fonte: NASA; Via: Space.com, Science Alert

Fonte feed: canaltech.com.br

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