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Nvidia mantém estratégia ambiciosa na China apesar das restrições americanas

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Vitoria Lopes Gomez
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O CEO da Nvidia, Jensen Huang, reaffirmou recentemente que a China permanece como um mercado estratégico fundamental para o futuro da inteligência artificial da empresa. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas em Taipei, no sábado (23), em meio às crescentes tensões comerciais entre Washington e Pequim que afetam diretamente o setor de semicondutores.

Projeção de mercado e ambições globais

Durante o evento, Huang projetou um mercado global de CPUs alcançar US$ 200 bilhões nos próximos anos. Questionado se essa estimativa incluía a China, o executivo respondeu afirmativamente, destacando a importância do mercado chinês para as metas da companhia. "Seria ótimo poder atender esse mercado. O mercado chinês é muito importante. É muito grande, claro", declarou o CEO aos presentes.

Estratégia de diversificação além das GPUs

A Nvidia busca expandir sua presença além das GPUs, tradicionalmente utilizadas no treinamento de modelos de inteligência artificial. A empresa agora aposta no mercado de CPUs, impulsionado pela expansão dos agentes de IA. Na divulgação dos resultados financeiros desta semana, Huang anunciou que os novos processadores Vera abrem acesso a um segmento estimado em US$ 200 bilhões.

A companhia tenta convencer investidores de que conseguirá manter o ritmo acelerado de crescimento mesmo diante das limitações impostas às vendas na China. Segundo o executivo, novos produtos devem ajudar a empresa a superar a marca de US$ 1 trilhão em vendas de seus principais chips de IA.

Restrições e negociações internacionais

O contexto internacional permanece complexo. Após meses de negociações, o governo americano liberou que a Nvidia comercialize o chip H200 no mercado chinês. No entanto, as autoridades chinesas ainda não autorizaram a compra do produto e seguem incentivando empresas locais a priorizarem fornecedores nacionais.

Huang integrou a comitiva americana que acompanhou o presidente Donald Trump no encontro com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim neste mês. Embora as conversas entre os líderes não tenham resultado em avanços concretos para destravar as vendas do H200, a Nvidia mantém otimismo. Na semana passada, a Reuters informou que cerca de dez empresas chinesas receberam autorização dos EUA para adquirir o H200, considerado o segundo chip de IA mais poderoso da Nvidia. Até o momento, nenhuma entrega foi realizada.

Taiwan como elo estratégico

Huang desembarcou em Taipei para participar da Computex, principal feira de tecnologia da região. O CEO destacou a importância da cadeia de suprimentos taiwanesa para os planos da companhia, afirmando que a Nvidia tem ampliado a produção da plataforma Vera Rubin, que combina a nova arquitetura de CPU Vera com as GPUs Rubin. "Isso resultará em um segundo semestre muito movimentado" para os fornecedores de Taiwan, afirmou.

O executivo também anunciou intenção de se reunir com a TSMC, maior fabricante de semicondutores sob encomenda do mundo e responsável pela produção de grande parte dos chips avançados usados pela Nvidia. A fala ocorre dias após a rival AMD anunciar investimento superior a US$ 10 bilhões no setor de inteligência artificial de Taiwan. Questionado sobre possíveis aumentos de aporte, Huang limitou-se a afirmar: "Não anunciamos nada no passado, mas investimos e apoiamos nossos parceiros aqui muito mais que isso".

Desafios regulatórios e investigações

A visita a Taiwan acontece em meio a investigações envolvendo possível exportação ilegal de servidores equipados com chips da Nvidia para a China. Promotores taiwaneses anunciaram nesta semana que investigam três pessoas suspeitas de desviar servidores de IA fabricados pela Super Micro, sujeitos às restrições americanas de exportação.

Em março, o Departamento de Justiça dos EUA acusou três pessoas ligadas à Super Micro, incluindo um dos cofundadores da empresa, de participar do contrabando de pelo menos US$ 2,5 bilhões em tecnologia americana de IA para a China. Ao comentar o caso, Huang afirmou que a Nvidia orienta seus parceiros a seguirem rigorosamente as regras comerciais impostas pelos EUA.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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