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Brendan Greene: A História do Irlandês que Inventou o Battle Royale e Vivendo no Brasil

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Leonardo Bueno
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Quando se fala em Battle Royale, um nome se destaca como precursor de um dos gêneros mais populares dos jogos eletrônicos: Brendan Greene, também conhecido como PlayerUnknown. O designer de jogos irlandês não apenas criou um título de sucesso, mas reinventou a indústria ao dar vida a um conceito que revolucionaria o mercado mundial. Sua jornada, no entanto, começou de forma surpreendente em terras brasileiras, onde uma série de circunstâncias o levou a desenvolver a ideia que mudaria para sempre o universo dos games.

A Passagem pelo Brasil e o Divórcio que Mudou Tudo

Em 2013, Brendan Greene vivia no Brasil em uma fase difícil de sua vida. Recentemente divorciado, o irlandês trabalhava como fotógrafo de eventos e designer de sites freelancer, tentando juntar dinheiro para retornar à Irlanda. A situação financeira apertada e o isolamento social o fizeram buscar refúgio nos videojuegos, passando a maior parte do seu tempo livre jogando DayZ, um mod de sobrevivência do jogo Arma 2. Foi nesse momento que a inspiração surgiu: por que não criar seu próprio mod?

O Nascimento do Mod que Transformou a Indústria

Após um ano testando a mecânica do último homem de pé, Greene desenvolveu o DayZ: Battle Royale, lançamento de 2014. O nome foi uma homenagem ao filme japonês Battle Royale, de 2000, baseado no livro homólogo. O mod já continha elementos que posteriormente seriam vistos em PUBG, tanto na jogabilidade quanto na estética.

A Evolução para H1Z1 e o Reconhecimento Internacional

Com o lançamento de Arma 3 em 2016, Brendan criou um novo mod chamado PlayerUnknown's Battle Royale. A inovação incluía recursos como um avião lançando jogadores em diferentes pontos do mapa e um placar online mostrando a classificação dos participantes. O sucesso foi tão expressivo que chamou a atenção da Daybreak Game Company, antiga Sony Online Entertainment, que o contratou como consultor para desenvolver o modo battle royale de H1Z1. O jogo H1Z1: Battle Royale, lançado em 2015, trouxe elementos ainda mais próximos do que seria posteriormente visto em PUBG.

PUBG: O Grande Sucesso Internacional

Apopularidade alcançada chamou a atenção da empresa sul-coreana Krafton, que convidou Greene para criar um jogo inteiro baseado em seu trabalho anterior. Assim, o irlandês se mudou para a Coreia do Sul e foi contratado como game designer. O resultado foi PUBG: Battlegrounds, lançado em 2017, que se tornou seu maior projeto.

Embora não tenha sido o primeiro jogo do gênero, PUBG foi o principal responsável por popularizar o conceito de Battle Royale. No jogo, 100 jogadores saltam de um avião sobre um mapa gigantesco, devendo coletar armas e equipamentos para sobreviver e eliminar adversários. A cada poucos minutos, a zona segura diminui, forçando confrontos entre os participantes.

PUBG consolidou todos os elementos elaborados por Greene em sua melhor forma. A dinâmica acelerada, a aleatoriedade dos itens encontrados e a diversidade de situações tornam cada partida uma experiência única, explicando o sucesso estrondoso do jogo e do gênero como um todo.

O Futuro e a Visão de Greene na gamescom latam 2026

Durante painel na gamescom latam 2026, Brendan Greene falou sobre sua trajetória e projetos futuros. O criador de PUBG revelou detalhes sobre sua empresa, a PlayerUnknown Productions, fundada em 2019. Após período de desenvolvimento, a empresa agora conta com uma equipe que possui liberdade criativa para inovar além dos padrões estabelecidos.

Questionado sobre seu passado e se mudaria algo em sua história, Greene foi enfático: não faria diferente. O designer afirma estar confortável com a forma como os eventos se desenrolaram, considerando cada etapa como fundamental para seu sucesso.

Sobre o futuro, o desenvolvedor compartilhou sua visão sobre o metaverso. Para ele, a plataforma precisa ser aberta e livre do controle de grandes corporações. Greene defende que o metaverso deveria ser gerenciado por especialistas de diversas áreas e utilizar o protocolo HTTP, permitindo uma experiência mais democrática e acessível.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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