Agência Espacial Europeia avança projeto de missão para explorar cavernas na Lua

Uma missão em que robôs desceriam por aberturas e explorariam o interior das cavernas na Lua poderia revelar informações importantes para explorações futuras no nosso satélite natural. Pensando nisso, a Agência Espacial Europeia (ESA) reuniu uma equipe com mais de 60 especialistas para projetar uma missão de exploração robótica dessas formações, consideradas potenciais abrigos seguros para futuros astronautas em nosso satélite natural.

A Lua conta com várias aberturas que, talvez, sejam a “entrada” de grandes túneis subterrâneos. Apesar do potencial destas formações, nenhuma missão foi enviada para explorá-las, e é exatamente isso que a ESA quer mudar. Em 2019, a agência espacial deu início ao projeto com a plataforma Open Space Innovation Platform (OSIP), que reuniu ideias para detectar, mapear e explorar cavernas lunares.

Ilustração do robô DAEDALUS, pensado para descer para o interior de cavernas lunares (Imagem: Reprodução/Julius-Maximilians-University)

O chamado rendeu cinco ideias escolhidas para estudos mais detalhados através do desafio SysNova, também da ESA. Os estudos RoboCrane e Daedalus, vencedores desta iniciativa, foram unidos e expandidos em um plano de missão único: o guindaste robótico do RoboCrane iria descer o robô esférico Daedalus por uma abertura na superfície lunar e, enquanto isso, o robô Daedalus iria explorar e documentar a entrada da caverna, antes de mapear o fundo dela.

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Francesco Sauro, cientista de cavernas e especialista em tubos de lava, afirma que estas formações são de enorme importância científica. “A visão do interior de uma caverna lunar seria a verdadeira exploração — ela iria revelar informações científicas inesperadas”, disse. Claro que ainda há muito a se planejar para uma missão do tipo, mas a ESA uniu especialistas das equipes de ambos os robôs para, assim, conseguir uma visão completa da missão de exploração destas cavernas.

Loredana Bessone, líder de projeto e responsável técnica dos estudos, observa que ainda mais detalhes da missão serão necessários nos próximos anos. “O rover que levará o RoboCrane e Daedalus à abertura precisará ser descrito, e um teste lunar de alcance seria necessário para experimentar as técnicas planejadas para a missão”, ressaltou ela, em um comunicado.

O esforço deverá valer a pena, já que os especialistas do projeto confirmaram que a empreitada é viável e que seria bastante interessante cientificamente. “Uma missão assim iria exigir o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, incentivando que o setor espacial desenvolva novas soluções em comparação com missões lunares anteriores”, ressaltou Francesco.

Por enquanto, as equipes envolvidas acreditam que a missão poderia ser lançada em 2033 com um foguete Ariane 6, um veículo lançador com flexibilidade para diferentes missões, e chegaria à superfície lunar com o European Large Logistic Lander (EL3). Os robôs seriam enviados com destino à abertura de Marius Hills, uma formação com mais de 30 m de profundidade que, talvez, seja uma “claraboia” de um túnel de lava.

Fonte: ESA

Fonte feed: canaltech.com.br

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