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Anbima inicia fase de testes do Projeto-piloto de Tokenização com 20 propostas selecionadas

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Gustavo Bertolucci
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A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) deu início à fase de testes do Projeto-piloto de Tokenização, que avaliará aplicações práticas da tecnologia em debêntures e fundos de investimento. Foram selecionadas 20 propostas entre as 39 inscrições recebidas, apresentadas de forma individual ou em consórcio por mais de 50 instituições, incluindo bancos, gestoras de recursos e empresas de tecnologia.

Dinâmica e estrutura dos testes

Os testes acompanham, na prática, diferentes etapas do ciclo de vida dos ativos tokenizados, incluindo estruturação, emissão, transferência, eventos e liquidação. O objetivo é avaliar como a tokenização pode se integrar aos fluxos e processos do mercado de capitais brasileiro. O piloto ocorre em ambiente controlado, sem movimentação de recursos reais e sem a participação de investidores, utilizando uma infraestrutura de tecnologia de registros distribuídos (DLT) desenvolvida de forma colaborativa pelo próprio mercado.

Perspectivas e impactos para o mercado

A iniciativa busca gerar aprendizados sobre temas como padronização de fluxos de emissão, garantia das funções regulatórias e modelos de governança, considerados essenciais para o amadurecimento da tokenização no país. Além da viabilidade técnica e operacional, o projeto pretende mapear gargalos operacionais e apoiar a construção de referências comuns para o desenvolvimento da tokenização.

Posicionamento da Anbima

"A expressiva participação do mercado, com 39 propostas inscritas, reforça a relevância dessa iniciativa. A fase de testes permitirá avaliar soluções na prática, mapear gargalos operacionais e apoiar a construção de referências comuns para o desenvolvimento da tokenização no mercado de capitais", afirma Eric Altafim, diretor da Anbima.

Casos de uso integrados: debêntures e fundos

Dez propostas foram selecionadas para testar fundos e debêntures funcionando juntos na mesma infraestrutura DLT, com foco na integração de fluxos, regras e eventos ao longo do ciclo de vida dos ativos. Os consórcios aprovados incluem: Galápagos Capital e Liqi Digital Assets; Itaú Unibanco; Braza Bank, Libertas Asset, Actual DTVM, Ripple Brasil e BBChain; BBVA e VERT Capital; TokenOne, Banrisul e NF Securitizadora; Banco do Brasil, BB-BI, Caixa, Inter Asset, Inter DTVM, Núclea, RealPrice, BBChain e GoLedger; Banco do Nordeste, BBChain e Britech; Oliveira Trust e Liqi Digital Assets; AmFi, Travessia Securitizadora e Pier Gestora; e Banco BNP Paribas, BBChain e RTM.

Projetos focados em debêntures

Sete propostas concentrar-se-ão na emissão, gestão e liquidação de debêntures nativamente digitais. Os participantes incluem: Consórcio Banco BV, Banco Inter e Kaleido; Consórcio BZLog, Finchain, Finventures e Dojo; BTG Pactual; Consórcio Mercado Bitcoin e Capitare; Consórcio Banco Santander e Evertec; B3; e Consórcio Laqus e Bitshopp.

Testes com fundos de investimento

Três propostas operarão fundos de investimento por meio de smart contracts, com testes de governança e processos automatizados. Os consórcios aprovados são: Apex Group, MAPS S.A. e Inspire IP; Banco Safra, Hamsa e IBM; e Bradesco.

Próximos passos e desdobramentos

A fase de testes tem duração prevista de aproximadamente seis meses. Nesse período, as propostas serão acompanhadas de perto, com troca estruturada entre os participantes e registro sistemático dos principais desafios e aprendizados. Todo o conhecimento generado será compartilhado com o mercado, contribuindo para ampliar o acesso a referências práticas de tokenização e apoiar discussões futuras sobre o tema. A iniciativa é liderada pela Rede ANBIMA de Inovação, grupo plural que conecta o mercado financeiro à comunidade de inovação.

Fonte: https://livecoins.com.br

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