Corretora de Bitcoin bloqueia saques e investidores chamam a polícia

Depois de não conseguir sacar dinheiro nem criptomoedas, clientes da corretora de criptomoedas Coinsuper, de Hong Kong, acionaram a polícia. A empresa bloqueou saques e, desde novembro de 2021, os fundos estão presos. Segundo os usuários da plataforma, o motivo da restrição é desconhecido.

Além disso, a empresa parou de responder às solicitações de suporte. Na semana passada, a corretora procurou os usuários e pediu que eles fornecessem endereços de e-mail. Apesar disso, não houve contato após o pedido.

O aplicativo da Coinsuper continua operante e a corretora negociou um volume de cerca de US$ 18,5 milhões na sexta-feira (7). Segundo a Nomics, o pico diário de transações no fim de 2019 era de US$ 1,3 bilhões.

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Aplicações em criptomoeda na Coinsuper estão bloqueadas (Imagem: Reprodução/Unsplash/Stanislaw Zarychta)

O que houve com a corretora pode levar a uma regulamentação mais rígida das empresas do segmento na China: em novembro de 2020, a autoridade de títulos financeiros de Hong Kong informou que pretende criar licenciamento para todos os serviços de criptomoedas.

Em Hong Kong, o regime regulatório é do tipo “opt-in”: as empresas precisam solicitar a regulação. Segundo Joshua Chu, consultor na ONC Lawyers de Hong Kong, como as regras são rígidas, as plataformas não têm interesse em participar. Ele acredita que, ainda em 2022, a cidade deve abandonar esse formato. Chu destaca que não é incomum que as corretoras de cripto enfrentem problemas e, por isso, a regulação deve ser necessária.

Sobre a Coinsuper

A Coinsuper foi fundada em 2017 por Zhang Zhenxin, que morreu em 2019. Karen Chen, que ingressou na Coinsuper como CEO em 2018 depois de ser presidente da UBS China, diz que deixou a empresa em julho de 2019 por motivos pessoais. Muitos funcionários deixaram a empresa entre julho e dezembro de 2021, de acordo com o registro de empresas de Hong Kong.

Karen diz que continua a ser acionária minoritária em razão das ações que recebeu quando trabalhava lá, mas que não tem qualquer envolvimento na operação. Ela aparece como a maior acionista individual da Coinsuper no relatório mais recente da empresa, de outubro.

Uma das investidoras da corretora é a Pantera Capital, que entrou no empreendimento em uma rodada de Série A em junho de 2018. A empresa ainda não falou sobre o assunto, mas a corretora de criptomoedas ainda aparece como um de seus investimentos em seu site.

Em setembro, a Coinsuper fez seu último grande anúncio no Twitter, ao adicionar o token Solana e a stablecoin Tether à plataformaas. Já os perfis em redes sociais estão inativos desde 1º de dezembor de 2021.

Fonte: Bloomberg

Fonte feed: canaltech.com.br

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