Fóssil de tartaruga indica possível sobrevivência a evento que matou dinossauros

Cientistas da University of Tübingen (Alemanha) analisaram o fóssil de uma tartaruga de água doce e deduziram uma possível sobrevivência ao evento que levou à extinção dos dinossauros. A espécie ganhou o nome de Dortoka vremiri em homenagem a Mátyás Vremir, um especialista em vertebrados do Cretáceo que morreu em 2020, e as descobertas foram relatadas na revista Journal of Systematic Paleontology.

Os restos encontrados pelos pesquisadores levaram a estimar que a tartaruga media aproximadamente 19 centímetros, vivia na água doce, tinha pescoço curto e barriga vermelha. Segundo o artigo, espécies da mesma “família” de tartarugas não sobreviveram ao acontecimento vinculado à extinção dos dinossauros: a maioria das espécies terrestres não conseguiu escapar.

Um aspecto que pode ter ajudado na sobrevivência, segundo os pesquisadores, é a localização. A teoria é que a espécie habitava uma ilha (localizada onde fica a Romênia atualmente) que a isolou da destruição ecológica causada pela queda do asteroide. “Isso se encaixa em um padrão observado anteriormente nas faunas norte-americanas, onde os vertebrados terrestres foram notavelmente mais impactados pela extinção do Cretáceo do que as espécies de água doce”, afirma o estudo.

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Fóssil de tartaruga que sobreviveu a evento que matou dinossauros (Imagem: Reprodução/University of Tübingen)

De acordo com a pesquisa, as espécies de água doce dependem de matéria orgânica em decomposição na água para que a cadeia alimentar aconteça, e esse alimento se manteve abundante mesmo no fim do Cretáceo. Por outro lado, as plantas são a base da cadeia alimentar de espécies terrestres, e muitas morreram nesse evento. Essa diferença na disponibilidade de alimentos também justifica a sobrevivência da D. vremiri, em contraste com a morte de tartarugas terrestres.

Fonte: Journal of Systematic Palaeontology via University of Tübingen

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Fonte feed: canaltech.com.br

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