Impressora 3D usa tinta a base de micróbios para criar nanofibras vivas

A impressão 3D vai cada vez mais longe: pesquisadores da Northeastern University (EUA) desenvolveram uma tinta feita de células bacterianas, proporcionando um hidrogel especial e vivo, capaz de liberar propriedades medicinais ou absorver toxinas, dependendo do modo como é projetado.

A técnica se dá através da bioengenharia, de modo que as células foram combinadas com outras substâncias para criar as fibras vivas, usando um processo químico inspirado numa proteína chamada fibrina, responsável pela formação de coágulos sanguíneos.

A impressão não usa nenhuma substância artificial, sendo inteiramente biológica, e é completamente moldável. Por enquanto, a técnica foi usada para fazer objetos bem pequenos, mas a ideia é explorar formas diferentes e mais complexas no futuro.

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Impressora 3D usa tinta a base de micróbios para criar nanofibras vivas (Imagem: Joshi et al., Nature Communications, 2021)

No estudo, os cientistas conseguiram utilizar o material vivo para realizar tarefas específicas, como absorver produtos químicos tóxicos ou administrar um medicamento anticâncer. Uma das ambições do grupo é que o material consiga se replicar por conta própria, depois de estudos mais profundos.

“Depois de demonstrar o desempenho de impressão da tinta microbiana, apresentamos os micróbios geneticamente modificados ao hidrogel para produzir formas funcionais vivas impressas em 3D, e apresentamos um material vivo para aplicações terapêuticas, em que um indutor químico foi utilizado para sintetizar sob demanda uma droga biológica anticâncer e secretá-la no meio extracelular”, descreve o estudo.

Fonte: Nature Communications

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Fonte feed: canaltech.com.br

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