A Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, anunciou nesta semana a acordo de uma ação judicial coletiva que accusationava a plataforma de promover intencionalmente comportamentos viciantes entre jovens estudantes, causando danos significativos ao ambiente escolar. O caso foi considerado representativo de mais de mil outros processos semelhantes movidos por distritos escolares, estados e famílias norte-americanas.
O processo foi iniciado em 2022 por um distrito escolar da Califórnia, que afirmou publicamente que os algoritmos da Meta foram projetados para maximizar o tempo de tela dos usuários, independentemente da idade. Os autores da ação argumentaram que a empresa utilizava técnicas de design manipulativo, como botões de rolagem infinita, notificações constantes e sistemas devalidação social, para manter os jovens dependentes da plataforma.
Durante as audiências, foram apresentados depoimentos de educadores e психологи que documentaram o aumento de problemas de atenção, ansiedade e isolamento social entre estudantes do ensino fundamental e médio. Professores relataram dificuldades crescentes em manter a concentração dos alunos em sala de aula, atribuindo parte significativa desse fenômeno ao uso excessivo de dispositivos móveis durante o horário escolar.
Embora os valores exactos do acordo não tenham sido divulgados publicamente, fontes próximas ao caso indicaram que a Meta concordou em pagar centenas de milhões de dólares para resolver a ação. Além da compensação financeira, a empresa comprometeu-se a implementar novas ferramentas de controle parental e limits de tempo uso para menores de idade em suas plataformas.
Este acordo estabelece um precedente significativo para as mais de mil ações judiciais semelhantes que ainda tramitam contra a Meta e outras empresas de tecnologia. Analistas do setor jurídico afirmam que a decisão pode pressurear outras big techs a rever suas práticas de engajamento, especialmente no que diz respeito ao público infantil e adolescente.
Enquanto a Meta negou todas as acusações,stating que suas plataformas são seguras e benéficas para milhões de usuários, organizações de defesa dos direitos digitais celebraram o acordo como uma vitória parcial. Especialistas enfatizam que, apesar do desfecho, a questão fundamental sobre a responsabilidade das redes sociais pelo bem-estar mental dos jovens permanece sem resposta definitiva.
Fonte: https://gizmodo.com