Metade dos brasileiros se sente insegura ao navegar na web, aponta estudo

Quase metade dos brasileiros não se sente segura ao navegar na web. Uma pesquisa da PSafe que ouviu 9.638 pessoas, usuários do dfndr security, na primeira semana de fevereiro, revela que 47,7% dos participantes estão nessa categoria.

O estudo aponta, ainda, que o principal temor dos respondentes ao navegar pela internet é ter dados roubados (44,27%). Em seguida vêm os golpes (24,88%) e as invasões nas redes sociais (21,59%). Aqueles que temem ter fotos e vídeos acessados por terceiros são 9,26%.

Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da PSafe, diz que o resultado reflete o atual momento, em que há muitas notícias de exposição de dados, invasões a sistemas e ataques cibernéticos com técnicas sofisticadas. “Esse cenário cria uma sensação de insegurança, de que a qualquer momento é possível ser vítima dessa estatística”, analisa.

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Metade dos brasileiros tem medo de navegar na internet (Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos)

Apesar disso, a maioria dos entrevistados (42,37%) não faz nada ao constatar que sofreu um golpe. Apenas 20,50% registram Boletim de Ocorrência (B.O.) e 19,86% entram em contato com o site ou app onde ocorreu o golpe. A fraude mais comum é a financeira (36,26%), seguida por produtos que nunca são recebidos (20,87%).

A pesquisa indica, ainda, que a forma mais comum de disseminação dos golpes são os sites falsos (34,39%). Depois, vêm redes sociais (33,55%) e aplicativos de mensagens (16,77%). “Em pouco tempo, essas fraudes alcançam muitas vítimas. Como a maioria dos usuários envia dados pessoais, isso não tem fim: só aumenta com a retroalimentação de informações.”

Troca de senha

Metade dos participantes revela que raramente modifica senhas e 27,28% nunca o fazem. “Esse é outro facilitador para os cibercriminosos”, comenta Simoni, ao destacar que 28,51% dos participantes afirmam que sempre utilizam a mesma senha em diferentes sites e contas e 44,08% dizem que às vezes fazem isso.

Os hackers descobrem senhas em exposições de dados e podem facilmente ter acesso a contas. Por isso, é preciso ter cautela com esses códigos e não reutilizá-los nem criar combinações óbvias, como data de nascimento ou sequências de letras e números. “Além disso, sempre que possível, é importante usar um segundo fator de autenticação”, alerta o executivo.

A maioria dos internautas (59,76%) navega em redes sociais. Além disso, 64,20% já receberam fake news — em geral, elas são disseminadas por redes sociais (54,34%), aplicativos de mensagens (20,67%), sites falsos (18,74%) e SMS (6,25%).

Dicas de segurança

Para quem tem receio de navegar na web, algumas dicas podem ajudar a manter o ambiente seguro. Veja a seguir!

  • tenha sempre uma solução de segurança instalada no dispositivo;
  • evite clicar em links de fontes desconhecidas, especialmente os que forem enviados em aplicativos de troca de mensagem e redes sociais;
  • duvide de informações compartilhadas na internet e nunca informe dados sensíveis em links de origem duvidosa;
  • confirme a veracidade de informações em páginas e sites oficiais das empresas;
  • para testar se um link é confiável, teste-o gratuitamente no site do dfndr lab.

Fonte feed: canaltech.com.br

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