O céu não é o limite | Asteroide perto da Terra, Rússia ameaça a ISS e mais

Os últimos dias foram agitados por uma operação militar da Rússia na Ucrânia — e isso, de certo modo, refletiu na exploração espacial. A crise coloca a Rússia e os EUA em conflito político e diplomático, o que pode colocar em risco o futuro da Estação Espacial Internacional, comandada principalmente pelas duas potências.

Apesar disso, outras descobertas fascinantes tomaram conta das notícias sobre astronomia na última semana. Confira as principais abaixo!

Foto do asteroide 1999 FV22 em 11 de fevereiro (Imagem: Reprodução/Virtual Telescope Project)

O asteroide 1999 VF22 fez sua maior aproximação da Terra em um século na última segunda-feira (21), e foi acompanhado por uma transmissão ao vivo. Embora seja considerado potencialmente perigoso, não havia risco de se chocar com nosso planeta, já que a rocha espacial ficou a uma distância equivalente a 14 vezes a da Terra e a Lua.

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O objeto passou pela órbita terrestre a uma velocidade de 25,1 km/s, e só voltará para as nossas redondezas em 23 de fevereiro de 2150. A transmissão ao vivo foi feita pelo projeto The Virtual Telescope.

A ISS é mantida por um trabalho simbiótico entre as agências Roscosmos, da Rússia, e a NASA (Imagem: Reprodução/NASA)

Parece que a operação militar da Rússia na Ucrânia pode resultar em sérias consequências para a Estação Espacial Internacional (ISS), mantida pelo trabalho conjunto da NASA e Roscosmos, a agência espacial russa. Após o anúncio das severas sanções impostas ao país de Putin pelo presidente estadunidense, o diretor da Roscosmos, Dmitry Rogozin, publicou uma série de tuítes com aparentes ameaças.

A mensagem principal de Rogozin é que as sanções podem colocar um fim na parceria entre as duas agências. Com isso, a ISS poderia acabar “caindo” em locais indesejados… como o território dos EUA. O recado não é sem fundamentos: a Roscosmos é a responsável por corrigir a órbita da estação, o que deve ser feito com frequência para que ela não reentre em nossa atmosfera.

Sem a cooperação da Roscosmos, a ISS poderia cair no planeta, e, pior ainda, em algum lugar povoado. Rogozin argumentou que os EUA deveriam avaliar a situação política com cautela para que não se torne responsável por um desastre como este.

O objeto deverá colidir com o lado afastado da Lua no início de março (Imagem: Reprodução/NASA)

De acordo com Wang Wenbin, ministro das Relações Exteriores da China, o estágio de um antigo foguete a caminho de se chocar com a Lua não pertence ao veículo utilizado no lançamento da missão Chang’e 5 T1. Anteriormente, os dados apontaram que o objeto poderia ser parte de um Falcon 9, da SpaceX, mas logo em seguida parecia pertencer à China, segundo novas análises.

Entretanto, o monitoramento conduzido pelo país mostra que o estágio superior do foguete Long March 3C, usado em 2015 na missão Chang’e 5, reentrou na atmosfera da Terra e foi completamente queimado. Assim, a “identidade” do objeto que indo em direção à Lua permanece desconhecida.

Novas imagens do centro da galáxia NGC 7582 revelaram a atividade nos arredores de um buraco negro supermassivo. Até aí, nenhuma novidade — astrônomos já capturaram uma enorme quantidade de imagens de centros galácticos ativos como este. Mas o que chamou a atenção dessa vez foi a presença de fluxos de energia redirecionados para longe do resto da galáxia por um “vento”.

Esse vento, que é na verdade uma energia visível apenas em um determinado comprimento de onda de luz, empurra os fluxos violentos gerados pelo buraco negro para longe de uma nuvem de formação estelar. Em outras palavras, algum mecanismo parece proteger o “berçário de estrelas”, que, de outra forma, seria devastado. Os cientistas ainda não sabem que mecanismo é este.

O exoplaneta WASP-121b não é apenas um “Júpiter quente”, como também é um lugar dominado por dois extremos: um lado eternamente banhado pela intensa radiação de sua estrela e o outro mergulhado em uma noite perpétua. Mas ainda mais fascinante que isso são seus ciclos da água e suas nuvens.

A face diurna do planeta é tão quente que as moléculas de água se quebram e os átomos de hidrogênio e oxigênio se separam. Depois disso, os ventos carregam esses átomos para o lado noturno, onde esfriam e voltam a formar vapor de água. Contudo, mesmo o lado escuro é quente demais para criar nuvens de água. Por outro lado, essa temperatura elevada forma nuvens de metais e minerais semelhantes a rubis e safiras líquidos.

Esférulas de vidro encontradas pelo rover chinês Yutu-2 (Imagem: Reprodução/Xiao et al., Science Bulletin, 2022)

O rover Yutu-2, da China, encontrou pequenas esferas de vidro translúcido em meio à poeira do lado afastado da Lua. Trata-se de vidro provavelmente formado pelo intenso calor do impacto de um meteorito, ou, ainda, de antigas atividades vulcânicas.

Essa não é a primeira vez que esférulas são encontradas na Lua. Os astronautas da missão Apollo 16, por exemplo, acharam algumas que mediam até 40 mm.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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