O céu não é o limite | Asteroide perto da Terra, tensão na ISS, sonda no Sol e+

Enquanto meteoros e lixo espacial brilharam no céu noturno da Terra, os cientistas começaram a analisar antigas amostras lunares e coletaram mais rochas em Marte. Além disso, um asteroide se aproximará da Terra no domingo (13) e você pode acompanhar tudo por transmissão ao vivo!

Confira abaixo esses eventos e outras notícias astronômicas da semana.

O asteroide 2022 ES3 sobrevoará a Terra a cerca de 334 mil km de distância (Imagem: Reprodução/Virtual Telescope)

O asteroide 2022 ES3 fará um sobrevoo pela órbita da Terra no domingo, e fará uma aproximação até cerca de 334 mil quilômetros de nosso planeta. Isso é equivalente a 87% da distância entre a Terra e a Lua.

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Boa parte dos asteroides que passam “perto” de nós fica por volta de 2 ou 3 vezes a distância Lua-Terra, então podemos dizer que o 2022 ES3 será um pouco mais “ousado”. Ainda assim, é uma distância segura e não representa riscos de colidir com nosso planeta. Você poderá acompanhar o sobrevoo com o projeto Virtual Telescope, que realizará uma transmissão ao vivo a partir das 15h30 (horário de Brasília).

Um novo vídeo da Roscosmos publicado no Telegram mostra uma montagem do segmento russo da Estação Espacial Internacional (ISS) se separando do restante do laboratório orbital. Também incluir os cosmonautas se despedindo de astronautas da NASA e a equipe russa em terra aplaudindo o final da operação.

É difícil dizer as intenções da Roscosmos ao produzir o vídeo, mas, para alguns, nas redes sociais, trata-se de uma ameaça. Dmitry Rogozin, diretor da agência espacial russa, já questionou se os EUA pretendem destruir a colaboração na ISS, colocando em “risco” a China e a Índia. O módulo russo da ISS é responsável por corrigir a órbita para evitar a reentrada da estação em órbita terrestre.

A linha vermelha indica o caminho seguido pela Parker pela face do Sol, da perspectiva da Terra entre os dias 24 e 27 de fevereiro (Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Steve Gribben/SDO)

Enquanto a sonda Parker Solar se aproximava do Sol pela 11ª vez, no dia 25 de fevereiro, dezenas de telescópios no espaço e na órbita da Terra acompanharam de longe. Ainda levará algumas semanas para os cientistas receberem os dados preliminares das observações, mas a aproximação deve fornecer informações importantes.

Mesmo que a sonda seja pequena demais para os telescópios identificarem (não, provavelmente não veremos a Parker Solar diretamente nas observações dos outros instrumentos), é importante coletar o máximo de dados no momento da aproximação. Assim, os dados de todos os instrumentos poderão ser analisados em conjunto.

Os pesquisadores criaram uma “parede de domínio” intencionalmente, mostrado nesta imagem como a linha mais clara entre dois grupos de átomos (Imagem: Reprodução/Kai-Xuan Yao)

Cientistas conseguiram criar pela primeira vez uma “parede de domínio”, anteriormente observada apenas por “acidente”. O fenômeno agora pode ser observado, controlado, e traz potenciais aplicações na eletrônica quântica e em novas descobertas sobre o início do universo.

O experimento foi realizado com um condensado de Bose-Einstein, um grupo de átomos de gases ultrafrios se comporta como se fossem um único objeto quântico. A parede de domínio aparece entre arranjos de átomos e se comporta de maneira bizarra: se você empurrá-la para a direita, ela se moverá para a esquerda, e vice-versa.

Esquema das duas duplas de bolhas, baseado em observações de vários comprimentos de onda no centro da Via Láctea; o detalhe em destaque é uma ilustração de um possível jato emitido pelo buraco negro central (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/Gerald Cecil/Dani Player)

As duas duplas de bolhas gigantes acima e abaixo da Via Láctea, conhecidas como bolhas Fermi e bolhas eROSITA, poderiam ser o resultado de um único evento no buraco negro supermassivo no centro da galáxia.

De acordo com um novo estudo, as bolhas correspondem a simulações de atividade no buraco negro. Como ele está “adormecido” há algum tempo, o estudo também calculou que esse evento deve ter ocorrido há cerca de 2,6 milhões de anos, lançando jatos no espaço por aproximadamente 100.000 anos. Esses jatos empurraram o gás contra o halo galáctico, produzindo as bolhas.

Um meteoro queimou ao passar pela atmosfera terrestre e iluminou o céu de algumas cidades do Rio de Janeiro durante a noite de segunda-feira (7). Algumas câmeras de monitoramento do projeto EXOSS flagraram o brilho e revelaram o objeto riscando o céucom um rastro luminoso.

Segundo relatos de observadores, o meteoro tinha brilho esverdeado, e também pôde ser visto em São Paulo. Não houve nenhum risco para os habitantes das cidades.

O segundo estágio de um foguete Falcon 9, da SpaceX, reentrou na atmosfera e iluminou os céus de cidades do Sul do Brasil durante a madrugada da terça-feira (8). Moradores de Turvo (SC), Monte Castelo (SC), Taquara (RS) e outras cidades da região viram um objeto luminoso se mover lentamente através do céu noturno e câmeras da Clima ao Vivo e da Rede Brasileira de Meteoros (Bramon) registraram a passagem.

Lançado no ano passado para levar ao espaço o satélite Turksat 5B, da Turquia, o Falcon 9 descartou o segundo estágio como lixo espacial. De modo geral, esses objetos não colocam em risco moradores em terra, pois são vaporizados durante a reentrada.

Parte da amostra lunar da Apollo 17 foi dissecada ao retornar para a Terra, mas o restante foi mantido lacrado nos últimos 50 anos (Imagem: Reprodução/ESA/Francesca McDonald)

Durante a missão Apollo 17, há 50 anos, o astronauta Eugene Cernan coletou uma amostra do deslizamento encontrado no Vale Taurus-Littrow, no sudeste do Mar da Serenidade. Desde então, uma parte da amostra ficou a cápsula foi armazenada em uma câmara de vácuo onde permaneceu intacta — até agora.

A NASA começou a estudar a amostra intacta, que pode fornecer informações importantes sobre a superfície lunar. As descobertas ajudarão as próximas missões do Programa Artemis ao polo sul do nosso satélite natural. Os potenciais gases presentes na cápsula serão analisados para ajudar a conhecer uma parte diferente da história e da evolução dos elementos voláteis na Lua e no início do Sistema Solar.

O rover Perseverance coletou sua sétima amostra de Marte, a penúltima da região onde ele se encontra, antes de o rover seguir para seu próximo destino — o delta do antigo rio. Ou seja, ele deve coletar mais uma rocha antes de ir até onde os astrônomos esperam encontrar bioassinaturas.

Já se passou o primeiro ano da missão, durante o qual o Perseverance se dedicou a explorar as direções sul e oeste da cratera Jezero. Agora, o veículo está retornando ao local de pouso para, em seguida, caminhar até um segmento acessível do delta. O helicóptero Ingenuity acompanhará a jornada, auxiliando no reconhecimento da região e identificando possíveis perigos.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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