O céu não é o limite | Rodas do Curiosity, foto da superfície de Vênus e mais

Algumas sondas em Marte estão “morrendo” ou se deteriorando, mas outras continuam despenhando muito bem suas missões. As perspectivas das futuras missões ao Planeta Vermelho também estão otimistas, inclusive as de Elon Musk, que já pretende colocar o Starship para voar ainda este ano.

Essas e outras notícias espaciais que mais “bombaram” nesta semana você confere no compilado logo abaixo. Vamos lá?

Imagem de uma das rodas do Curiosity no fim de janeiro de 2022 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

Um dos robozinhos de exploração planetária mais icônicos da NASA está bem desgastado. Em janeiro, a NASA publicou algumas novas imagens produzidas pelas câmeras do Curiosity e suas rodas chamaram a atenção do público nas redes sociais.

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Claro que a NASA já estava ciente dos problemas de desgaste. A equipe do Curiosity recebe imagens de suas rodas a cada 500 m, distância essa que, aliás, aumentou para 1 km. Isso significa que a agência espacial já conseguiu meios de proteger melhor o equipamento ao enviar comandos para o Curiosity se locomover.

As características do lado noturno de Vênus e o airglow em sua atmosfera (Imagem: Reprodução/NASA/APL/NRL)

A NASA compartilhou as imagens da sonda Parker Solar Probe, que registrou as primeiras imagens em luz visível da superfície de Vênus durante dois sobrevoos que fez ao planeta, em 2021. Com elas, os cientistas tiveram a oportunidade de estudar uma série de características no lado noturno e o chamado airglow, um anel brilhante ao redor da atmosfera.

As observações do lado noturno do planeta revelaram uma série de informações sobre a superfície, como regiões continentais, planícies e planaltos. Isso não seria possível se a sonda olhasse para o lado diurno de Vênus, pois toda a luz da superfície venusiana seria ofuscada pelo intenso calor. Mesmo no lado noturno de Vênus, as temperaturas giram em torno dos 860 °C.

Explosões de energia solar podem danificar as redes elétricas e equipamentos eletrônicos em órbita (Imagem: Reprodução/NASA’s Goddard Space Flight Center/Genna Duberstein)

Uma tempestade solar afetou até 40 satélites Starlink, lançados recentemente pela SpaceX, empresa de Elon Musk. Eles parecem ter sofrido um desvio em suas rotas devido ao aumento na densidade da atmosfera, sendo “puxados” para baixo. Os riscos são apenas de reentrar na atmosfera, queimando no processo.

A SpaceX costuma liberar os satélites dos foguetes de lançamento em uma órbita baixa, pois assim podem ser descartados rapidamente caso ocorra algum tipo de falha. Entretanto, neste caso, a altitude os deixou vulneráveis aos efeitos da tempestade geomagnética. A empresa afirma que, em caso de perda dos satélites, não haverá detritos na superfície terrestre, nem se transformação em lixo espacial.

A humanidade chegaria mais rápido a Marte com novas tecnologias de propulsão (Imagem: Reprodução/Unplash/Mike Kiev)

A viagem para Marte pode demorar alguns meses, dependendo da tecnologia e da massa que a espaçonave precisa transportar, incluindo os tripulantes e o próprio combustível. Por isso, uma missão como a Perseverance, por exemplo, leva aproximadamente seis meses para chegar ao destino. Mas com um sistema de laser baseado na Terra, uma nave conseguiria pousar no Planeta Vermelho em apenas 45 dias.

O sistema, de acordo com uma nova proposta apresentada em um estudo, contaria com uma matriz de laser com 10 metros de largura baseada em solo, para impulsionar a nave a partir de um refletor instalado nela. Os feixes superaqueceriam o plasma de hidrogênio nesse refletor para obter a velocidade necessária para chegar a outro planeta. Sem o peso do combustível usual, a nave ganharia muito mais velocidade — ultrapassaria a Lua em apenas oito horas.

Conceito artístico do exoplaneta Proxima d (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada)

Há um novo candidato a planeta na órbita de Proxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso Sol. O objeto, chamado Proxima d, foi descoberto através do método de velocidade radial, que é quando um corpo massivo move ligeiramente sua estrela ao orbitá-la. Entretanto, ainda será preciso confirmar se este candidato é, de fato, um planeta.

Proxima Centauri já tem um mundo em órbita confirmado (Proxima b) e outro candidato descoberto recentemente (Proxima c). O novo objeto completa uma volta ao redor de sua estrela a cada 5 dias.

Representação do lander Vikram, da missão Chandayaan-2, que falhou ao tentar pousar na Lua em 2019 (Imagem: Reprodução/ISRO)

A missão Chandrayaan-3, da Índia, será a próxima tentativa do país na difícil tarefa de pousar uma sonda na Lua, e isso deve acontecer em agosto deste ano. O lançamento foi inicialmente previsto para o fim de 2020, mas o cronograma acabou afetado devido aos efeitos da pandemia de covid-19.

O pouso deverá ocorrer no polo sul lunar, a mesma região em que o lander Vikram falhou ao tentar pousar em 2019 durante a missão Chandrayaan-2.

A missão InSight, que estuda o interior de Marte, pode deixar de funcionar ainda no fim deste ano pode causa do acúmulo gradual de poeira em seus painéis solares. De acordo com a NASA, entre maio e junho a energia cairá abaixo do necessário para manter a funcionalidade total da sonda.

Desde 2018, a InSight investiga processos geológicos do Planeta Vermelho, mas as frequentes tempestades de areia foram um constante obstáculo para a eficiência da sonda. A NASA até criou uma manobra para os instrumentos robóticos limpassem a areia dos painéis, mas, infelizmente, a economia conquistada de 1% a 3% não compete com o ritmo das tempestades marcianas.

O helicóptero Ingenuity voou pela 19ª vez em Marte, a primeira após quase um mês de adiamentos. Seu último voo desde então foi em dezembro e a equipe decidiu não colocá-lo no ar durante o mês de janeiro devido à grande tempestade de areia que ocorreu perto da cratera Jezero.

Tudo correu bem com o pequeno helicóptero, que voou durante 99,98 segundos, e se deslocou por aproximadamente 62 metros, comprovando mais uma vez que a tecnologia da NASA está pronta para voos em planetas de atmosfera fina como a de Marte.

Elon Musk durante uma apresentação com o sistema Starship montado ao fundo (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Elon Musk, CEO da SpaceX, realizou uma apresentação na quinta-feira (10) para trazer atualizações sobre o desenvolvimento do foguete Starship. Entre as novidades, anunciou que os voos orbitais de teste do veículo acontecerão antes do fim do ano. A aprovação ambiental da Federal Aviation Administration (FAA) pode ser concedida em março.

Durante a apresentação, o sistema reutilizável composto pelo Super Heavy e o Starship apareceram atrás do empresário. Se der certo, cada Starship poderá ser lançado com intervalos de seis a oito horas, enquanto os boosters poderão ser renovados a cada hora.

O NuSTAR detectou raios X de alta energia das auroras próximas nos polos norte e sul de Júpiter (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech

A radiação das auroras em Júpiter foram um pouco melhor compreendidas, graças a um novo estudo que descobriu uma importante peça que faltava no quebra-cabeças. Os cientistas já conheciam a origem dos raios X de baixa energia, formada por íons conduzidos pelo campo magnético do planeta, mas ainda não se sabia nada sobre os raios X de alta energia.

Com uma nova pesquisa através do instrumento NuSTAR, os astrônomos descobriram que os raios X de alta energia (ou seja, de menor comprimento de onda) nas auroras jupiterianas existem, mas são fracos demais para serem detectados pelos instrumentos anteriores. Essa radiação mais fraca é criada por elétrons que viajam pelo campo magnético e são atraídos pelos átomos atmosféricos nos polos, como ímãs. Assim, eles precisam reduzir a velocidade e a energia “perdida” se converte em luz de raios X.

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Fonte feed: canaltech.com.br

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