OTAN completa testes de sistema de segurança usando computação quântica

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou que foram finalizados neste início do ano os testes de um sistema de segurança baseado em computação quântica, focado na proteção das comunicações entre os membros da organização. A ideia do experimento, que estava rodando desde março do ano passado e foi encerrado com sucesso, é impedir a interceptação de documentos e conversas entre os aliados usando tecnologias mais avançadas e criptografia completa.

De acordo com o Centro de Cibersegurança do órgão, o objetivo era preparar uma tecnologia que fosse capaz de suportar as novas categorias de ataques digitais, principalmente levando em conta o uso da mesma computação quântica pelos inimigos. Um dos focos foi o trabalho de proteção mesmo fora de ambientes convencionais, como escritórios ou centros de controle, de olho em operações de ajuda humanitária ou guerra.

Segundo a OTAN, os testes foram bem-sucedidos mesmo nestes casos, com VPNs e algoritmos de criptografia em funcionamento e mantendo as comunicações efetivamente seguras. Mais do que isso, a ideia é que, em um ambiente operacional, a criptografia quântica funcionou até melhor do que sistemas convencionais, uma boa notícia diante do citado cenário de ameaças cada vez mais complexas e a busca por maior resiliência por parte da organização.

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O projeto foi conduzido em parceria com a Post Quantum, companhia focada nesse segmento fundada em 2009 na Inglaterra, e financiado por um fundo de desenvolvimento de tecnologias da própria OTAN. A empresa também desenvolve um sistema de criptografia baseado em código que pleiteia lugar entre as plataformas firmadas pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), que também busca um sistema de segurança quântico que possa caminhar ao lado de protocolos já existentes.

Na visão do fundador da companhia, Andersen Cheng, se trata também de uma corrida contra o relógio. A ideia é que, quando a computação quântica se tornar acessível o bastante para cair nas mãos de estados-nação ou grupos cibercriminosos, os protocolos de criptografia atuais não serão robustos o suficiente. Evitar um pesadelo do ponto de vista da privacidade e da segurança digital, então, é o que tornou a iniciativa da OTAN tão importante aos olhos do executivo.

Na visão dele, ainda serão necessários alguns anos de trabalho para que o mundo seja seguro contra a decodificação quântica, mas os resultados dos testes realizados pela organização representam passos importantes nesse sentido. É claro, as tecnologias não têm previsão de aplicação prática, mas Cheng aponta que o desenvolvimento continua, ainda que um contrato de segurança com a OTAN não tenha sido firmado após os experimentos.

Fonte: ZDNet

Fonte feed: canaltech.com.br

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