Por que trememos quando ficamos nervosos? Ciência explica

Você já chegou a tremer de nervoso? O corpo tem esse tipo de reação quando submetido a emoções extremas, como medo, nervosismo ou ódio, por exemplo, e a resposta está nos neurotransmissores, a química produzida pelo cérebro. O que acontece é que, quando o ser humano se depara com uma situação ameaçadora, uma onda de adrenalina e noradrenalina prepara o corpo para lutar ou fugir rapidamente.

Nessas condições, o sistema nervoso simpático dilata as pupilas, inicia a sudorese e estimula o fluxo de sangue para nossos músculos. A liberação de adrenalina no sangue é que traz à tona esses efeitos. Para entender o porquê, é preciso voltar nossa atenção aos primórdios da humanidade. Naquela época, essas reações do corpo permitiam capturar presas, escapar de predadores ou lutar. Isso porque o corpo faz o possível para ficar pronto para uma atividade física.

O cérebro libera adrenalina e noradrenalina diante de uma situação de nervosismo, o que causa os tremores (Imagem: cookelma/envato)

Basicamente, o cérebro não consegue distinguir a urgência de um predador à vista de uma apresentação em público, por exemplo, e faz o corpo tremer da mesma maneira. Outro aspecto que proporciona o tremor é a tensão involuntária dos músculos, principalmente se acontece por um longo período.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

E essa tensão é justamente o que ocorre em situações de medo (em que a pessoa se encolhe, por exemplo) ou raiva (em que a pessoa cerra os punhos). A adrenalina atua diretamente nas células receptoras dos músculos para acelerar a taxa de contração das fibras. A noradrenalina, por sua vez, está relacionada com a excitação física. A produção é centrada na área do cérebro chamada de locus coeruleus (uma região pequena e azulada do tronco cerebral). A falta de noradrenalina, aliás, costuma ser associada a transtornos depressivos.

Fonte: Science Focus, New Scientist

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.

Fonte feed: canaltech.com.br

Veja também

Menu