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Estudo revela por que a Grande Pirâmide de Gizé resistiu por 4.600 anos

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Vitoria Lopes Gomez
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A Grande Pirâmide de Gizé atravessa quase quatro milênios e meio praticamente intacta, resistindo ao tempo enquanto impérios surgiam e desapareciam ao redor dela. Ahora, pesquisadores internacionais identificaram um dos fatores que contribuíram para a durabilidade extraordinária do monumento: sua capacidade inerente de resistir a terremotos. Um estudo publicado na revista Scientific Reports revelou que a construção egípcia apresenta características estruturais que distribuem e dissipam vibrações sísmicas de forma extremamente eficiente.

Metodologia da pesquisa

Para analisar o comportamento estrutural da pirâmide, os cientistas utilizaram sismômetros capazes de registrar pequenas vibrações contínuas causadas tanto por fenômenos naturais quanto por atividades humanas. Ao todo, foram monitorados 37 pontos distribuídos dentro da estrutura e no terreno ao redor do monumento, incluindo áreas internas como a Câmara do Rei, além do solo e do leito rochoso de calcário sobre o qual a construção foi edificada. Os dados coletados permitiram concluir que a pirâmide reage de maneira homogênea e estável às vibrações, apesar de suas dimensões monumentais.

Características estruturais que garantem estabilidade

Erguida durante o Antigo Império Egípcio como tumba do faraó Khufu, a pirâmide possui lados com cerca de 230 metros de extensão, cobrindo uma área aproximada de 5,3 hectares. Originalmente, o monumento alcançava aproximadamente 147 metros de altura, embora hoje tenha cerca de 138,5 metros devido à erosão e à retirada parcial do revestimento externo ao longo dos séculos. Os pesquisadores identificaram vários fatores que contribuíram para a resistência sísmica da construção, incluindo a base extremamente ampla, o centro de gravidade baixo, a geometria simétrica e a redução gradual da massa em direção ao topo.

O papel das câmaras internas

O sistema interno de câmaras e passagens também se mostrou fundamental para reduzir a propagação das vibrações dentro da estrutura. Os cientistas observaram que a intensidade das vibrações tende a aumentar conforme a altura dentro da pirâmide, comportamento esperado em estruturas elevadas. No entanto, cinco câmaras construídas acima da chamada Câmara do Rei apresentaram comportamento diferenciado. “Isso sugere que essas câmaras ajudam efetivamente a dissipar a energia sísmica e proteger a Câmara do Rei – uma das áreas mais críticas – de tremores excessivos”, explicou o sismólogo Mohamed ElGabry, do Instituto Nacional de Pesquisa de Astronomia e Geofísica (NRIAG) do Egito e principal autor da pesquisa.

Conhecimento empírico dos construtores egípcios

O estudo indica que os antigos egípcios talvez não tenham projetado conscientemente a pirâmide para resistir a terremotos, mas desenvolveram soluções estruturais que acabaram oferecendo enorme durabilidade. “Os construtores do antigo Egito claramente possuíam conhecimento prático relacionado à estabilidade, comportamento das fundações, distribuição de massa e transferência de carga”, afirmou o sismólogo Asem Salama, autor sênior da pesquisa. Segundo ele, esse conhecimento provavelmente foi acumulado ao longo do tempo, por tentativa e erro, resultando em uma estrutura bem equilibrada e coerente.

Resiliência comprovada pela história

A região do Cairo já registrou terremotos significativos nos séculos recentes, como os de 1847 e 1992, que provocaram danos em milhares de edifícios e deixaram centenas de mortos. Mesmo assim, a Grande Pirâmide sofreu impactos mínimos, confirming a eficácia de seu projeto estrutural. Além da análise sísmica, os autores destacaram o nível de organização necessário para erguer a construção há quase cinco milênios e a complexidade logística da obra, que teria exigido coordenação de mão de obra, transporte de materiais, alimentação de trabalhadores e planejamento contínuo durante cerca de duas décadas. “Eles realmente construíram uma obra para a posteridade”, resumiu Salama.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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