O Ministério Público Federal dos Estados Unidos apresentou acusações de fraude contra um funcionário da Google, suspeitando que ele utilizou informações internas confidenciais para obter lucros de aproximadamente $1,2 milhão em plataformas de apostas políticas. O caso, revelado inicialmente pela ABC News, reacende o debate sobre o uso indevido de dados corporativos em mercados de previsão.
Michele Spagnuolo, funcionário da gigante de tecnologia, foi preso em Nova York na última quarta-feira. Após uma audiência judicial, ele foi liberado mediante o pagamento de uma fiança de $2,25 milhões. A prisão ocorreu após investigações que revelaram padrões suspeitos em suas atividades financeiras e profissionais.
As autoridades alegam que Spagnuolo utilizava a plataforma Polymarket para realizar apostas relacionadas a tendências de busca do Google em 2025. Sob o nome de usuário AlphaRa, ele apostava em eventos antes que o público geral tivesse acesso aos resultados. A Polymarket é uma plataforma de prediction market que permite aos usuários negociarem ações sobre a probabilidade de eventos futuros.
De acordo com a denúncia, agora descriptografada, o funcionário tinha acesso antecipado aos dados porque consultava informações internas confidenciais e comercialmente valiosas do Google. Essa vantagem permitia que ele previsse tendências de busca com precisão incomum, obtendo lucros significativos antes que o mercado reagisse aos mesmos dados.
Spagnuolo enfrenta três acusações graves: fraude commodities, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Os promotores sustenta que ele violou leis federais ao utilizar informações privilegiadas para manipular mercados. O caso representa um precedente importante sobre a responsabilidade de funcionários de empresas de tecnologia no manuseio de dados sensíveis.
Este caso surge em um momento de crescente escrutínio sobre os mercados de previsão e o uso de informações privilegiadas. Especialistas apontam que a facilidade de acesso a dados em tempo real nas grandes empresas de tecnologia cria oportunidades sem precedentes para abusos. As autoridades continuam investigando se há outros envolvidos no esquema.
Fonte: https://www.theverge.com
