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Estudo da Unesp em parceria com a NASA mapeia destruction caused by floods in 2025

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Pedro Spadoni
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Um estudo internacional conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em colaboração com o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a NASA, conseguiu mapear as inundações globais ocorridas ao longo de 2025. O levantamento revelou que os desastres hidrológicos registrados durante o ano causaram 4.2 mil mortes e geraram prejuízos de aproximadamente US$ 28 bilhões em todo o mundo. A pesquisa combinou modelos computacionais de comportamento fluvial com dados de monitoramento por satélite para identificar áreas de risco elevado e avaliar os impactos das mudanças climáticas. Os resultados foram publicados na prestigiada revista científica Nature Reviews Earth & Environment.

Metodologia inovadora integra satélite e simulações digitais

Para alcançar os diagnósticos obtidos, os cientistas utilizaram uma abordagem pioneira que integrou simulações digitais do comportamento dos rios a dados do Global Land Data Assimilation System (GLDAS), o sistema de monitoramento ambiental da NASA. A análise mediu o nível máximo alcançado por cada rio em 2025, comparando-o com o histórico dos últimos 22 anos. “Quando um rio ultrapassou o nível associado a uma enchente grave, aquela área foi classificada como zona de risco elevado”, explicou o pesquisador Enner Alcântara, um dos autores do mapeamento, ao Jornal da Unesp. Essa triagem foi cruzado com a densidade populacional e dados do banco belga EM-DAT, da Universidade de Louvain, permitindo calcular a exposição humana real ao perigo.

Panorama global: números revelam gravidade dos desastres

Os dados coletados mostram a dimensão devastadora das enchentes em escala planetária. Além das 4.2 mil mortes confirmadas, o prejuízo material alcançou a marca de US$ 28 bilhões, representando um impacto significativo na economia mundial. O trabalho serve como uma ferramenta tecnológica crucial para subsidiar sistemas de alerta e prevenção de riscos, especialmente em locais que não possuem monitoramento terrestre adequado. A combinação de tecnologias permitiu um mapeamento detalhado que seria impossível apenas com dados terrestres tradicionais.

El Niño mais fraco explica redução temporária nos floods

O período analisado registrou uma das menores exposições a enchentes das últimas duas décadas, o que pode parecer uma notícia positiva à primeira vista. No entanto, os pesquisadores alertam que essa redução não representa uma melhora estrutural do meio ambiente. O posicionamento de 2025 na faixa inferior de exposição a cheias decorreu de fases mais frias e menos intensas do El Niño e da Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), fenômenos oceânicos e atmosféricos que regulam as chuvas no mundo. “O estudo deixa claro que as emissões de gases de efeito estufa continuaram elevadas e as temperaturas globais seguiram excepcionalmente altas em 2025”, ponderou Alcântara. Segundo o especialista, o alívio temporário decorreu de uma combinação fortuita de fatores naturais específicos daquele ano.

Ciclo de vulnerabilidade exige planejamento integrado

O pesquisador enfatizou que enchentes sucessivas numa mesma região não são eventos independentes. “Uma catástrofe pode deixar o território mais vulnerável à próxima, criando um ciclo de risco que precisa ser levado em conta no planejamento de reconstrução e na política de prevenção”, alertou Alcântara. Essa observação é fundamental para políticas públicas de mitigação de desastres, pois demonstra que os efeitos de uma enchente podem persistir e amplificar os impactos de eventos subsequentes.

Américas registram mortes e devastação em pontos específicos

Nas Américas, os impactos foram amplificados por condições meteorológicas severas e pela umidade prévia do solo. Nos Estados Unidos, o Texas registrou 135 mortes devido a um extremo convectivo que gerou cheias abruptas no início de julho. No Brasil, a região de atenção concentrou-se no Rio Grande do Sul, onde chuvas de junho de 2025 superaram os 170 mm e atingiram o sistema hidrográfico Uruguai-Ibicuí. O artigo deixa claro que o solo ainda estava saturado quando as novas chuvas chegaram naquele mês, o que amplificou significativamente os impactos na região.

Ásia concentra maior vulnerabilidade e letalidade mundial

O continente asiático concentrou a maior letalidade e vulnerabilidade do período, com 56% de toda a população mundial exposta às cheias, o que representa aproximadamente 202 milhões de pessoas. Cerca de 60% das mortes registradas no mundo por conta de desastres hidrológicos ocorreram na Ásia. Os recordes asiáticos foram impulsionados por diferentes eventos extremos. Enquanto monções intensas e o derretimento acelerado de geleiras do Himalaia provocaram enxurradas no Paquistão e na Caxemira, o Sri Lanka registrou centenas de mortes devido a um ciclone isolado. A marca de mais de mil óbitos concentrou-se no Sudeste Asiático, em países como Vietnã, Tailândia, Malásia e Indonésia, severamente atingidos por uma sequência de tufões.

África e Europa enfrentam eventos climáticos extremos

O continente africano também sofreu impactos extremos com chuvas prolongadas no Lago Tanganica, que mataram mais de 100 pessoas. Na África do Sul, o fenômeno cut-off low (baixas desprendidas) despejou mais de 300 mm de água em 48 horas em East London, vitimando cerca de 80 pessoas. Na Europa, o texto original menciona a ocorrência de eventos significativos, embora os detalhes específicos não tenham sido completados no material fornecido. Os dados disponíveis indicam que o padrão global de desastres hidrológicos em 2025 demonstrou a necessidade urgente de sistemas de monitoramento mais sofisticados e políticas de prevenção eficazes em todos os continentes.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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