Michael Collins olhou para o relógio. O astronauta do Apollo 11 já havia antecipado em três dias a programação original para a inauguração do Museu Nacional do Ar e do Espaço, mas ninguém se lembraria disso se esses últimos 36 minutos não transcorressem perfeitamente. O presidente Gerald Ford e o vice-presidente Nelson Rockefeller levaram 35 segundos para encontrar seus lugares no palco externo decorado com bandeiras nas cores vermelha, branca e azul. O sobrevoo pelos Thunderbirds foi rápido o suficiente. Em qualquer outro evento, teria sido a única preocupação dependente do tempo daquele dia.
Há cinco décadas, um braço robótico revolucionário foi utilizado nas missões Viking para explorar a superfície de Marte. Agora, historiadores e entusiastas do espaço buscam respostas sobre o paradeiro desse equipamento histórico que marcou uma era da exploração espacial.
O museu, que abriu suas portas ao público naquele dia memorável, abriga em seu acervo inúmeras relíquias da corrida espacial americana. No entanto, o destino específico do braço da sonda Viking permanece envolto em mistério, alimentando especulações entre especialistas e coleccionadores de memorabilia espacial.
A história da exploração de Marte ganhou um capítulo fundamental com as missões Viking, que foram as primeiras a landar com sucesso no planeta vermelho e transmitir imagens detalhadas de sua superfície. O braço robótico dessas sondas foi projetado para coletar amostras do solo marciano e realizar experimentos pioneiros.
Especialistas afirmam que a localização dessa peça histórica seria de extrema importância para a preservação da memória da exploração espacial, permitindo que futuras gerações possam compreender melhor os avanços tecnológicos da época.
Enquanto isso, o mistério persiste: onde estará o braço que abriu caminho para a exploração do planeta vermelho? A resposta pode estar em algum depósito, coleção privada ou talvez até mesmo esquecido em algum canto do immense acervo do museu espacial.
Fonte: Ars Technica
