A Polícia Federal realizou nesta terça-feira, dia sete de novembro, uma ação coordenada para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. As operações foram batizadas como Comércio do Mal VI e Inocência Protegida XIX, com o objetivo de cumprir dois mandatos de busca e apreensão em Fortaleza, capital do estado do Ceará.
De acordo com o balanço oficial, as investigações revelaram que usuários brasileiros efetuaram pagamentos em criptomoedas para obter material de abuso sexual infantojuvenil disponibilizado em ambientes virtuais. As autoridades identificaram transações financeiras relacionadas ao estado do Ceará, evidenciando a participação de suspeitos locais na aquisição ilegal desse tipo de conteúdo.
A Operação Comércio do Mal VI representa um desdobramento de uma apuração conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Já a Operação Inocência Protegida XIX teve origem a partir da análise de dispositivos eletrônicos apreendidos durante another investigação policial. A extração dos dados desses aparelhos permitiu a descoberta de grupos organizados em um aplicativo de mensagens, dedicados ao compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
Durante a ação, as equipes apreenderam telefones celulares, computadores e dispositivos de armazenamento. Todo o material coletado será submetido a exames periciais para complementar as investigações. Embora a identificação de participantes de diferentes estados tenha sido possível, o foco da operação foi um único investigado.
Os suspeitos poderão ser responsabilizados pelos crimes de comercialização, aquisição, armazenamento e divulgação de material de abuso sexual de crianças e adolescentes. As identidades dos acusados não foram divulgadas para não comprometer o andamento das apurações.
É importante destacar que, apesar de as operações Comércio do Mal e Inocência Protegida já estarem em suas sexta e nona fases, respectivamente, os comunicados anteriores não haviam mencionado o uso de criptomoedas pelos investigados.
Fonte: Livecoins
