A confirmação de Andy Serkis sobre a utilização de inteligência artificial para rejuvenescer atores em "A Caçada por Gollum" provocou uma onda de polêmicas no universo do cinema e dos fãs de J.R.R. Tolkien. O ator e diretor revelou que a tecnologia será empregada para devolver a aparência jovem a intérpretes que retornam ao longa-metragem, gerando intensos debates sobre os limites éticos e artísticos da ferramenta.
A repercussão negativa levou especialistas na obra do autor britânico a se manifestarem sobre o tema. Um estudioso de Tolkien chamou atenção para a ironia presente na decisão de Serkis, destacando que o próprio universo criado pelo escritor contém advertências claras sobre tentativas de prolongar a vida de forma artificial.
Segundo o especialista, todos os antagonistas principais de O Senhor dos Anéis e O Hobbit compartilham uma característica comum: a busca obsessiva pela imortalidade através de métodos não naturais. Sauron, o Senhor das Trevas, forjou o Anel Único com o objetivo de dominar a Terra Média e alcançar vida eterna. Similarly, Gollum foi corrompido pelo Anel, que prolongou sua existência de forma grotesca por séculos. O próprio Bilbo Bolseiro experimentou os efeitos do artefato, que o manteve vivo muito além de seu tempo natural.
O especialista concluiu sua análise alertando para a mensagem que a utilização de inteligência artificial para rejuvenescer atores pode transmitir, comparando diretamente a técnica com as motivações dos vilões que Tolkien criou para alertar sobre os perigos da vaidade e do medo da morte.
Fonte: IGN Brasil
