A gigante do streaming Netflix confirmou nesta quinta-feira que suas ferramentas de inteligência artificial já foram empregadas em aproximadamente 300 títulos ao longo de 2026, evidenciando a crescente adoção da tecnologia pela indústria do entretenimento.
De acordo com a carta aos acionistas que acompanhou o relatório financeiro do segundo trimestre, a maior concentração do uso dessas ferramentas ocorreu na fase de pós-produção das produções. A empresa destacou três projetos específicos que exemplificam essa aplicação: a série indiana Glory, o documentário brasileiro Brasil 70: A Saga do Tri e o produção americana The American Experiment, todas utilizando IA generativa para criar sequências de alta complexidade.
A Netflix já havia aplicado a tecnologia em pelo menos uma produção original até meados do ano passado, mas suas ambições se expandiram significativamente desde então, especialmente com novas aquisições e o lançamento de estúdios especializados na área.
Na carta de resultados, a empresa enfatizou que está «cada vez mais aproveitando essas ferramentas para entregar conteúdo de maior qualidade de forma mais rápida e a um custo inferior aos métodos tradicionais». No entanto, a companhia reconhece que, apesar da capacidade da IA de acelerar processos, ainda é necessário o toque humano para garantir que os resultados se integrem adequadamente ao restante da produção.
Especialistas alertam que, embora a IA possa ser uma ferramenta valiosa para criadores qualificados, ela não deve ser usada para substituir equipes inteiras de profissionais.
