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Operação Decrypted: defesa alega que suspeito compartilhou senha de carteira digital e foi preso injustamente após roubo milionário de criptomoedas

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Alvo da Operação Decrypted diz que compartilhou senha de carteira de bitcoin com terceiros e que foi preso injustamente após invasão de corretora — Fonte: Livecoins
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A Justiça brasileira analisa o pedido de liberdade de um dos investigados detidos na Operação Decrypted, e uma recente decisão publicada na sexta-feira revela os bastidores da prisão preventiva vinculada a furtos milionários de moedas digitais em uma corretora norte-americana, crime praticado por brasileiros. O processo tramita nas instâncias superiores em resposta à prisão de Ronison. A defesa do suspeito argumenta a existência de falhas técnicas na acusação que envolve transferências irregulares de bitcoin. As autoridades prenderam o investigado devido a uma movimentação suspeita de 44 unidades de bitcoin no mês de agosto de 2025. Esse envio ocorreu após a proibição judicial de acesso às plataformas de negociação online.

Os advogados do suspeito alegam o compartilhamento prévio da senha mestra da carteira digital com outras pessoas externas ao inquérito. A defesa argumenta que essa abertura da palavra chave impede a atribuição de culpa exclusiva ao suspeito. "Aduz que a própria investigação reconheceu o compartilhamento da seed phrase da carteira digital com terceiros, circunstância que impediria a atribuição exclusiva da transação ao recorrente", diz a defesa no Superior Tribunal de Justiça. A apelação reforça a falta de provas individuais a respeito do autor real das transferências eletrônicas na rede. O argumento central classifica a suspeita policial como uma mera possibilidade tecnológica sem garantias.

O recurso questiona também a violação da regra sobre o bloqueio de negociação nas principais corretoras globais, visto que o suspeito utilizou o aplicativo Exodus para guardar as criptomoedas em autocustódia. A defesa enxerga o sistema de autocustódia como um fator neutro fora das restrições estipuladas no processo da Justiça. "Argumenta que não houve descumprimento da medida cautelar anteriormente imposta, pois a vedação recaía sobre o acesso a plataformas de negociação de criptoativos, enquanto a carteira Exodus constitui solução de autocustódia", argumenta a defesa.

O suspeito alega prisão indevida por falha na comunicação de regras federais. Os representantes legais do investigado apontam a ausência de um aviso claro sobre o teor da decisão imposta contra ele. Esse fato eliminaria a desobediência voluntária das restrições de operação no dia da transação em questão. A defesa acusa o tribunal de cerceamento de informações diante da impossibilidade de consulta da prova digital completa da polícia. A equipe jurídica aponta o rompimento da cadeia de proteção dos aparelhos e códigos vistoriados nas buscas. O ministro Herman Benjamin indeferiu o pedido preliminar de urgência e manteve o suspeito nas dependências da penitenciária. O magistrado exigiu o envio do caso para análise minuciosa por parte do Ministério Público Federal.

A Operação Decrypted original ocorreu em 2025 e desarticulou uma rede de hackers especializada no furto de criptomoedas. A quadrilha conseguiu desviar a cifra de 2,6 milhões de dólares das contas de uma grande empresa norte-americana. O núcleo financeiro invadiu o painel da companhia estrangeira e transferiu o lucro ilícito para o domínio dos brasileiros. O rastreio em blockchain confirmou o fluxo de capital nas contas mantidas por operadores do estado do Maranhão.

Em março de 2026, a Polícia Federal e a agência Homeland Security Investigations deflagraram a segunda fase da ofensiva. A união dos agentes revelou a tentativa dos membros de dissimular o rastro do roubo mesmo após o andamento das investigações federais. Além disso, o patrimônio incompatível com a renda declarada serviu de isca para as autoridades do governo. A troca de provas entre o Brasil e os Estados Unidos sustenta o trâmite na esfera federal. Os envolvidos no grupo vão responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa em tribunais da federação nacional.

Fonte: Livecoins

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