O governo norte-americano anunciou nesta semana uma nova medida restritiva que proíbe a importação de robôs avançados e inversores de energia provenientes de países estrangeiros. A decisão foi inúmerada pela Comissão Federal de Comunicações, órgão regulador responsável por supervisionar as comunicações e o comércio internacional de tecnologia no país.
A proibição abrange dispositivos robóticos classificados como "móveis", incluindo modelos humanoides e robôs de quatro patas. No entanto, a restrição não se limita apenas aos robôs que se locomovem walkers, ampliando o alcance da medida para diversos tipos de equipamentos automatizados.
Embora a comissão tenha declarado que a ação não visa especificamente nenhum país, especialistas apontam que a China será a mais prejudicada. O país asiático tem investido heavily em inteligência artificial e robótica, buscando consolidar-se como líder mundial na produção de robôs humanoides.
Nos últimos anos, vídeos de robôs chineses performing danças inspiradas em Michael Jackson, participando de disputas de artes marciais mistas e até interagindo em eventos públicos viralizaram nas redes sociais, demonstrando os avanços tecnológicos do país no setor. Esses desenvolvimentos parecem ter acelerado as preocupações das autoridades norte-americanas.
A Unitree, empresa líder no segmento de robótica na China, deve enfrentar dificuldades significativas com essa nova regulamentação. A fabricante é conhecida por produzir robôs quadrúpedes e humanoides que ganharam popularidade internacional.
Especialistas em comércio internacional afirmaram que a medida pode representar uma nova fase nas tensões tecnológicas entre as duas maiores economias do mundo, podendo afetar também outras empresas do setor que exportam produtos similares para o mercado norte-americano.
Fonte: The Verge
