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Axe Compute fecha acordo bilionário de capacidade computacional nos Estados Unidos

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Fonte: DCD
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A fornecedora de infraestrutura em nuvem Axe Compute firmou um contrato de US$ 1,5 bilhão para fornecimento de capacidade computacional com um cliente não identificado. O acordo terá duração de cinco anos e prevê a instalação de um agrupamento de 9.200 unidades de processamento gráfico B300, da Nvidia, em território norte-americano.

A estrutura será de propriedade e operada pela própria Axe Compute, que a alugará ao contratante. Com este novo compromisso, o valor total acumulado de contratos firmados pela empresa para o ano de 2026 ultrapassa a marca de US$ 3 bilhões.

Nos próximos trinta dias, a companhia espera receber mais de US$ 534 milhões em pagamentos antecipados, provenientes tanto deste contrato quanto de outros anúncios feitos anteriormente no mês. A estratégia da empresa combina esses adiantamentos com financiamentos específicos por projeto, reduzindo a dependência de captação via ações.

Christopher Miglino, diretor-presidente da Axe Compute, destacou a importância dos pagamentos antecipados. Segundo ele, os contratos de maior porte trazem pré-pagamentos significativos, o que permite captar financiamento de projeto e diminuir a dependência de capital próprio. Ele afirmou ainda que o objetivo é manter esse ritmo de crescimento até o final de 2026 e ao longo de 2027.

A receita da empresa começará a ser gerada ainda neste mês, com aumento gradual à medida que novos entrarem em operação. A sede da companhia fica em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia.

A trajetória corporativa da empresa é marcada por diversas transformações. Inicialmente conhecida como Skyline Medical, oferecia sistemas para coleta e descarte de fluidos infecciosos em procedimentos cirúrgicos, conforme registros na Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Em 2018, adotou o nome Precision Therapeutics após adquirir 25% de uma empresa chamada Helomics, incorporando operações de medicina de precisão e análise de grandes volumes de dados. Em 2020, nova mudança de marca para Predictive Oncology, passando a se descrever como uma companhia orientada pelo conhecimento, dedicada a aplicar inteligência artificial no desenvolvimento de terapias oncológicas.

Em dezembro de 2025, a Predictive Oncology solicitou oficialmente a alteração de sua denominação para Axe Compute. O primeiro relatório anual da nova marca foi divulgado em março de 2026, no qual a empresa anunciou a expansão de sua estratégia de negócios para incluir a área de computação de alto desempenho.

Inicialmente, o modelo de operação previa uma rede distribuída para oferecer acesso a capacidade de processamento gráfico voltada a cargas de trabalho de inteligência artificial e computação de alto desempenho, utilizando principalmente a infraestrutura disponibilizada pela rede Aethir, provedora de unidades de processamento gráfico baseada em tecnologia Web3.

A Aethir também opera uma moeda virtual conhecida pelo código ATH. De acordo com o relatório anual, a estratégia de tesouraria da Axe Compute é centrada nesse ativo digital, com a intenção de gerar valor aos acionistas por meio da aquisição de tokens usando capital próprio e de terceiros. Com isso, a empresa pode acumular ganhos ou perdas não realizados em função da oscilação de preço do ativo.

O relatório também descreve a operação como um modelo leve em ativos, no qual a companhia não possui nem opera centros de dados físicos, permitindo escalar a capacidade conforme a demanda dos clientes, sem grandes investimentos em infraestrutura própria. A receita dos serviços de computação é gerada principalmente por meio de contratos de reserva de capacidade, com prazos típicos de 12 a 36 meses e preços definidos por unidade de processamento gráfico por hora, posicionados de forma competitiva em relação aos grandes provedores de nuvem centralizada.

Contudo, a estratégia vem mudando. Os contratos mais recentes preveem a implantação de agrupamentos de infraestrutura dedicados exclusivamente a inteligência artificial. Um documento regulatório apresentado em junho lista os fatores de risco dessa mudança, incluindo a maior necessidade de capital e os riscos relacionados à vida útil e depreciação dos equipamentos.

A empresa também reconhece que seu maior contrato até a data do documento está concentrado em um único centro de dados, totalizando 4,8 megawatts de potência dedicada, o que gera riscos operacionais. Para o futuro próximo, a receita deverá ficar concentrada em um número reduzido de clientes e fornecedores.

Os resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgados em maio, mostraram receita de US$ 35 mil, queda em relação aos US$ 110 mil registrados no mesmo período do ano anterior. Desse total, apenas US$ 7 mil vieram da área de computação. A empresa projeta melhoria no desempenho, com uma implantação prevista para o terceiro trimestre de 2026 que, quando estiver em funcionamento, deverá gerar US$ 21 milhões por trimestre em receita.

Os custos operacionais totais do trimestre somaram US$ 3,5 milhões, e a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 7,7 milhões.

Fonte: DCD

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