Lilian Weng, uma das fundadoras da Thinking Machines, comunicou nesta semana que está se desligando da companhia por motivos de saúde. Em mensagem interna divulgada em um canal de comunicação da empresa e também compartilhada publicamente na rede social X, a pesquisadora afirmou não conseguir mais acompanhar o ritmo exigido por uma companhia em fase inicial de crescimento.
"Depois de refletir por vários meses, preciso admitir que o nível constante de estresse e a carga de trabalho ultrapassaram o que minha saúde consegue suportar fisicamente", declarou Weng em comunicado interno. A movimentação foi confirmada na quarta-feira, quando a OpenAI anunciou que a profissional está de volta à organização, onde atuou anteriormente como vice-presidente de Pesquisa em Segurança em Inteligência Artificial.
Na nova função, Weng ficará à frente de uma equipe de alto nível dedicada a acelerar projetos internos de pesquisa da OpenAI. O grupo irá apoiar trabalhos voltados ao aperfeiçoamento recursivo, processo no qual um sistema de inteligência artificial consegue iterar sobre si mesmo para se tornar mais potente. Embora alguns possam enxergar contradição entre o motivo da saída e o retorno a uma grande corporação, a pressão direta sobre ela tende a ser menor, já que não ocupa o cargo de sócia-fundadora.
Mira Murati, também cofundadora da Thinking Machines e ex-diretora de tecnologia da OpenAI, respondeu à publicação de Weng na plataforma X para demonstrar apoio à decisão. "Vamos sentir sua falta. Foi maravilhoso construir juntos. Fico feliz que você esteja colocando a saúde em primeiro lugar. Obrigada por tudo", publicou Murati. Não está claro, porém, se ela já tinha conhecimento do retorno da colega à OpenAI.
Em um período de intensa disputa por talentos entre laboratórios de inteligência artificial, a saída de uma figura tão expressiva do setor chama a atenção da indústria. O caso evidencia os desafios de saúde física e mental enfrentados por pesquisadores que atuam sob pressão elevada no ramo tecnológico.
Fonte: TechCrunch
