O universo da computação quântica parece aceitar qualquer sistema que consiga alternar entre dois estados de energia bem separados para funcionar como qubit. Átomos, íons, fótons, elétrons e dispositivos fabricados contam com seus defensores. Um dos principais atrativos dessas tecnologias é a capacidade de escalabilidade. Para realizar cálculos complexos, será necessário um grande número de qubits de alta qualidade, e a habilidade de cada tecnologia alcançar esse objetivo é alvo de intensos debates.
Enquanto algumas tecnologias já suportam milhares de qubits, outras concorrentes ainda trabalham com um punhado reduzido. As empresas por trás dessas abordagens estão convincidas de que possuem potencial para escalar de forma mais eficiente. Uma dessas tecnologias utiliza pontos quânticos que aprisionam um único elétron, com a vantagem de poderem ser fabricados utilizando a mesma tecnologia empregada na construção de processadores tradicionais, método que comprovadamente permite escalabilidade.
Esta semana foram publicados dois artigos científicos descrevendo diferentes formas de utilizar pontos quânticos. Um deles era tão promissor que a IBM adquiriu a empresa responsável pelo desenvolvimento. Paralelamente, outra empresa lançou um processador que demonstra a capacidade de manter 100 elétrons individuais aprisionados em defeitos de diamante, tecnologia cuja escalabilidade não parecia evidente.
Fonte: Ars Technica
