A Trezor, reconhecida fabricante de carteiras de hardware para armazenamento de criptomoedas, confirmou nesta quinta-feira um incidente de segurança que comprometeu informações pessoais de 13.689 clientes. O vazamento atingiu usuários de diversos países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Itália, Portugal e também brasileiros.
De acordo com comunicado publicado nas redes sociais da empresa, a brecha ocorreu por meio de um fornecedor de serviços de logística chamado ShipMonk. O ataque cibernético expôs dados de pedidos realizados ao longo de um período de 90 dias, especificamente entre 10 de maio e 8 de agosto de 2026. As informações comprometidas incluem nome completo, endereço de entrega, número de telefone e endereço de e-mail dos consumidores afetados.
A empresa esclareceu que 11.742 clientes tiveram exposição completa de seus dados, enquanto outros 1.947 sofreram exposição parcial. Segundo a Trezor, o alcance limitado da violação se deve à política rigorosa de retenção de dados, que determina o armazenamento apenas por um período máximo de 90 dias.
Este não é o primeiro incidente enfrentado pela companhia. Em 2024, um vazamento anterior expôs informações de mais de 66 mil clientes, evidenciando uma vulnerabilidade recorrente na cadeia de fornecedores externos da marca.
Diante da situação, a Trezor entrou em contato diretamente com os clientes prejudicados por meio de mensagens eletrônicas. A empresa ainda emitiu alertas sobre possíveis tentativas de golpes digitais, principalmente ataques de phishing, nos quais criminosos utilizam informações vazadas para enganar vítimas.
A fabricante orientou que os consumidores desconfiem de qualquer comunicação que exija ações imediatas ou solicite dados pessoais sensíveis. A empresa também reforçou que nunca solicita a compartilhar a recuperação de carteiras com terceiros e recomenda a verificação constante de e-mails e sites com as publicações oficiais disponíveis nas redes sociais e blog da companhia.
Especialistas alertam que os dados vazados podem ser utilizados para tentativas mais graves, como sequestros e invasões domiciliares contra investidores de criptomoedas. Na França, foram registrados 56 casos públicos de ataques físicos a investidores entre 2025 e 2026, o que evidencia a gravidade do cenário.
Para minimizar riscos, a Trezor recomenda que os clientes utilizem e-mails anônimos não vinculados à identidade real na hora da compra, optem por pagamentos em criptomoedas em vez de cartão de crédito e considerem o uso de caixas postais para recebimento dos dispositivos. A empresa informou ainda que planeja lançar um serviço de entrega anônima para clientes dos Estados Unidos e países da União Europeia até o final de 2026.
Fonte: Livecoins

