A indústria espacial chinesa alcançou um marco significativo ao registrar, pela segunda vez em menos de dois meses, o pouso controlado de um impulsionador de foguete de classe orbital. Esse feito consolida o país asiático como uma potência emergente no segmento de foguetes reutilizáveis, tecnologia que promete reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço.
O primeiro pouso bem-sucedido de um impulsionador orbital chinês ocorreu há aproximadamente um mês. Agora, uma segunda empresa chinesa de lançamentos demonstrou capacidade semelhante, evidenciando que o feito anterior não foi produto do acaso, mas parte de uma estratégia tecnológica coordenada.
No cenário internacional, os Estados Unidos mantêm liderança com a empresa SpaceX, que conseguiu o primeiro pouso propulsivo de um impulsionador orbital com o foguete Falcon 9 em 2015. A Blue Origin, de Jeff Bezos, levou dez anos para alcançar essa mesma façanha após a SpaceX. Recentemente, a SpaceX expandiu seu portfólio de veículos reutilizáveis com o Starship e seu impulsionador Super Heavy.
Até 2027, uma terceira empresa americana pode integrar o seleto grupo de operadoras com capacidade de reutilização de impulsionadores orbitais. As candidatas incluem Rocket Lab, Stoke Space, Relativity Space e Firefly Aerospace, esta última em parceria com a Northrop Grumman.
Na China, um número equivalente de empresas desenvolve foguetes reutilizáveis. Algumas operam sob a tutela da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, gigante estatal do setor. Outras possuem natureza mais comercial, impulsionadas por investimentos de capital privado.
Fonte: Ars Technica

