O fundo de investimento Situational Awareness, que conquistou Wall Street com sua aposta exclusiva em inteligência artificial, atravessa um período de profunda turbulência. A gestão da empresa, comandada pelo jovem ex-funcionário da OpenAI Leopold Aschenbrenner, apostou todas as suas fichas em diferentes aplicações de inteligência artificial e, durante algum tempo, colheu resultados extraordinários.
A sorte mudou drasticamente no final de julho, quando uma forte correção no mercado de ações de inteligência artificial eliminou bilhões de dólares do patrimônio do fundo. O rombo abalou a confiança dos investidores e colocou em xeque a estratégia agressiva que havia impulsionado o crescimento da instituição nos anos anteriores.
Agora, reguladores federais entram em cena. Segundo informações do New York Times, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos começou a emitir intimações a bancos que mantinham relações comerciais com o fundo. As intimações envolvem instituições responsáveis por supervisionar as operações de trading e que canalizaram recursos para sustentar os investimentos do fundo.
As autoridades financeiras teriam alertado os bancos a preservar qualquer documentação relacionada ao fundo de investimento. Até o momento, porém, o Situational Awareness não foi oficialmente acusado de qualquer irregularidade.
A empresa não respondeu aos pedidos de comentário da TechCrunch, mas afirmou ao jornal americano que investigações detalhadas de fundos de grande visibilidade são previsíveis, e que pretende cooperar integralmente com qualquer solicitação regulatória.
A trajetória do Situational Awareness, que se tornou símbolo da febre pelo setor de inteligência artificial, agora serve como exemplo das riscos envolvidos em investimentos que apostam exclusivamente em uma única tendência tecnológica.
Fonte: TechCrunch

