A empresa de tecnologia Microsoft declarou nesta semana, por meio de documentos judiciais, que sua ferramenta de inteligência artificial Copilot raramente reproduz frases completas de artigos de notícias e livros. A declaração acontece enquanto a companhia enfrenta processos por direitos autorais movidos por editoras, incluindo o tradicional veículo de comunicação nova-iorquino, e por autores de obras literárias.
Como parte do processo de descoberta de provas, a Microsoft entregou à justiça um total de 8,2 milhões de registros de conversas do Copilot. Segundo a empresa, esses registros foram selecionados especificamente porque continham palavras-chave relacionadas aos sites das editoras autoras do processo, sendo assim os casos mais prováveis de conter trechos das obras protegidas por direitos autorais.
A empresa argumenta que a análise desses registros mostra que apenas 59.545 conversas apresentaram qualquer correspondência mínima com conteúdos das publicações jornalísticas. A Microsoft sostiene que a ferramenta praticamente não reproduz blocos substanciais de texto que poderiam substituir a leitura da obra original, diferente do que alegam as editoras no processo.
O julgamento, que ainda tramita na justiça americana, tem sido acompanhado de perto por todo o setor de tecnologia. O resultado pode definir precedentes importantes sobre os limites do uso de conteúdos protegidos por direitos autorais em sistemas de inteligência artificial generativa.
Fonte: The Verge

